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As decisões dos bancos centrais dos EUA e do Brasil nesta Super-quarta

Taxa de juros nos Estado Unidos foi mantida entre 4,25% e 4,5%; Brasil decidiu por aumento de 1% e taxa foi para 14,25%
As decisões dos bancos centrais dos
Taxa de juros nos Estado Unidos foi mantida entre 4,25% e 4,5%; Brasil decidiu por aumento de 1% e taxa foi para 14,25%

Taxa de juros nos Estado Unidos foi mantida entre 4,25% e 4,5%; Brasil decidiu por aumento de 1% e taxa foi para 14,25%

O Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) indicou que, As decisões dos bancos centrais dos, diante da incerteza econômica causada por medidas do governo Trump, não há condições para reduzir a taxa de juros no curto prazo. A autoridade monetária reconheceu que a alta das alíquotas de importação tem acelerado a inflação, o que impede cortes nos juros, diferentemente do que ocorreu em outras regiões, como Europa, China, Canadá e México.

Nos Estados Unidos, a instabilidade política e econômica tem gerado um ambiente de cautela, com grandes empresários evitando declarações públicas para não contrariar o governo. Essa situação dificulta a estabilização econômica no curto prazo.

Decisão do Banco Central do Brasil

O Banco Central do Brasil elevou a taxa básica de juros para 14,25%, um patamar considerado elevado, e sinalizou a possibilidade de novos aumentos, ainda que menores, para cumprir a meta inflacionária de 3% no próximo ano. Apesar do aumento, há expectativa de que o ciclo de alta dos juros alcance um teto em 14,75%, com possibilidade de cortes a partir do segundo semestre de 2020, conforme análise de economistas divergentes do consenso do mercado.

Impactos da desaceleração global: A desaceleração econômica global, especialmente nos Estados Unidos, pode resultar em queda da atividade econômica no segundo semestre, com possibilidade de recessão técnica (dois trimestres consecutivos de queda do PIB). Esse cenário tem contribuído para a redução do preço do petróleo e fortalecimento do real frente ao dólar, o que pode gerar uma folga inflacionária no Brasil, principalmente em energia elétrica, combustíveis e alimentação, criando condições para futuras reduções da taxa de juros.

Reforma do Imposto de Renda: O governo brasileiro propôs uma reforma no Imposto de Renda que isenta contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, amplia a faixa de isenção até R$ 7 mil e aumenta a tributação para rendas acima de R$ 50 mil mensais. A medida visa maior justiça fiscal e distribuição de renda, mas enfrenta resistência no Congresso, especialmente quanto à tributação dos mais ricos. A compensação da perda de arrecadação, estimada em cerca de R$ 27 a 30 bilhões, ainda não tem definição e pode ser compensada pelo aumento da arrecadação sobre o consumo, já que beneficiários tendem a direcionar o recurso para gastos.

Panorama

O debate sobre a reforma tributária deve se estender ao longo de 2020, devido à complexidade do tema e à lentidão do Congresso em aprovar o orçamento e medidas fiscais. Enquanto isso, a expectativa é de melhora nos indicadores econômicos, com aumento do emprego e redução da inflação a partir de abril ou maio, impulsionada pela safra agrícola e queda nos preços dos alimentos, o que pode aliviar a pressão sobre a população.

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