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As denúncias envolvendo Michel Temer ainda refletem na economia nacional?

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nelson Rocha Augusto
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Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto

Nesta quinta-feira, foi divulgado o índice geral de preços do mercado, registrando -0,67%, resultado negativo pelo terceiro mês consecutivo. Para comentar os impactos dessa notícia, conversamos com Nelson Rocha.

Impactos da Deflação

Segundo Nelson, embora esperada, a deflação é significativa, com -1,10% em abril, -0,93% em maio e -0,97% em junho. Essa queda acentuada reflete a baixa atividade econômica, queda nos preços de commodities como minério de ferro e proteínas (boi), e uma deflação de 3,63% nas matérias-primas brutas. Mesmo o varejo, mais resistente à queda de preços, registrou -0,08%. Apesar da queda de preços ser positiva, o custo social dessa desaceleração é alto, justificando a necessidade de ajustes na política monetária.

Atrasos no Banco Central e Cenário Político Instável

Nelson destaca que o Banco Central está atrasado na redução da taxa de juros, crucial para impulsionar a economia. Paralelamente, o cenário político instável, com o oferecimento da denúncia contra o presidente e a reação do executivo, gera impactos econômicos negativos. A fragmentação da denúncia pelo Ministério Público Federal em três votações separadas no Congresso trava a discussão de pautas importantes, como a reforma previdenciária, aumentando a incerteza e prejudicando investimentos e geração de emprego.

Perspectivas Econômicas e o PIB

Apesar de indicadores positivos como entrada de investimentos estrangeiros (mais de US$ 82 bilhões nos últimos 12 meses) e um cenário internacional favorável, o embate político inibe o crescimento econômico. O Ministro da Fazenda prevê um PIB menor que o esperado para o ano, possivelmente abaixo de 0,5%, um número considerado ruim, considerando o potencial de crescimento do Brasil (acima de 3% ao ano).

Em resumo, a deflação, embora positiva em termos de preços, é reflexo de uma economia enfraquecida. A necessidade de redução de juros pelo Banco Central se soma à urgência de estabilidade política para que o Brasil possa alcançar seu pleno potencial de crescimento.

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