Veja como as oliveiras, que são comuns na Europa graças ao clima frio, se adaptaram ao Sul de Minas; ouça o ‘EP Agro’
Neste sábado, o programa Ep Agro da CBN abordou os desafios e as conquistas da produção de azeitonas e azeites no Brasil, focando na região sul de Minas Gerais.
De Maria da Fé ao Mediterrâneo: Um Cultivo em Terras Brasileiras
A produção de oliveiras no Brasil, impulsionada por imigrantes portugueses na década de 1930, teve início em Maria da Fé, Minas Gerais, cidade conhecida por seu clima frio, semelhante ao do Mediterrâneo. Por décadas, as oliveiras foram usadas principalmente como ornamento. Somente nas últimas quatro décadas, produtores e pesquisadores passaram a explorar seu potencial agrícola, importando diversas variedades da Europa para testes.
Desafios e Adaptações: Pesquisa e Inovação na Olivicultura
Após décadas de pesquisa pela Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), três variedades de oliveiras se mostraram mais adaptadas ao clima da região: Arbequina (Espanha), Coronê (Grécia) e Agrapollo (Itália). A adaptação exige técnicas específicas de cultivo, considerando as diferenças climáticas em relação às regiões de origem. A colheita, um processo que exige atenção ao ponto ideal de maturação para garantir a qualidade do azeite, é realizada com o auxílio de derrissadeiras, máquinas que facilitam a coleta dos frutos.
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Música, Turismo e Sustentabilidade: Um Futuro Promissor para a Olivicultura Brasileira
Fazendas inovadoras, como a Santa Helena, utilizam música clássica durante todo o dia nos olivais, buscando melhorar o ambiente e a produtividade. Além disso, o turismo rural se apresenta como uma alternativa para aumentar a lucratividade, oferecendo experiências como degustações e visitas guiadas. A produção de azeite extra virgem na região vem crescendo, mas enfrenta desafios como o desenvolvimento de protocolos específicos para o solo e clima brasileiro, o combate a doenças como a antracnose e a bactéria Xylella fastidiosa, e a necessidade de criar estratégias para tornar a produção economicamente viável em longo prazo. Apesar dos desafios, a paixão dos produtores, aliada à pesquisa e inovação, aponta para um futuro promissor para a olivicultura brasileira.