Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
O incidente envolvendo o atacante uruguaio Luis Suárez, que mordeu um zagueiro italiano durante a Copa do Mundo, gerou grande repercussão internacional. A atitude do jogador virou tema de discussões e até de brincadeiras, com montagens nas redes sociais e cartazes simulando o momento da mordida.
A Mordida na Infância e o Comportamento Adulto
Mordidas são relativamente comuns na infância, frequentemente como uma forma de comunicação para crianças que ainda não desenvolveram completamente a linguagem. Até os dois ou três anos, a mordida pode ser uma maneira de expressar frustração ou buscar atenção. No entanto, em um adulto, especialmente em um evento de alta visibilidade como a Copa do Mundo, o ato de morder indica algo fora do comportamento aceitável.
Impulsividade ou Ação Pensada?
A cena da mordida de Suárez foi analisada repetidamente, levantando questões sobre se foi um ato impulsivo ou uma ação premeditada. Diferente de uma reação imediata a um chute, a mordida pareceu envolver uma escolha consciente. Essa percepção torna o incidente ainda mais sério, sugerindo uma falha no controle emocional e um repertório limitado de respostas comportamentais para lidar com a frustração durante o jogo.
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Ética no Esporte: Um Contraponto
Em contraste com o comportamento de Suárez, um episódio de 2013 ilustra a ética no esporte. Durante uma corrida, um atleta queniano, líder da prova, parou prematuramente, acreditando ter cruzado a linha de chegada. O atleta espanhol, que vinha em segundo lugar, em vez de ultrapassá-lo, empurrou o queniano para que ele completasse a corrida. Essa atitude demonstra que, mesmo em situações de alta pressão e competição, a integridade e o fair play devem prevalecer.
O incidente serve como um lembrete da importância do comportamento ético e do controle emocional, tanto no esporte quanto na vida cotidiana. É crucial promover exemplos positivos e desencorajar atitudes que violem os princípios de respeito e fair play.