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As tarifas de importação do comércio do Estados Unidos

Série de reviravoltas impactam negativamente o cenário econômico dos EUA e traz reflexos para o Brasil; ouça o 'CBN Economia'
As tarifas de importação do comércio
Série de reviravoltas impactam negativamente o cenário econômico dos EUA e traz reflexos para o Brasil; ouça o 'CBN Economia'

Série de reviravoltas impactam negativamente o cenário econômico dos EUA e traz reflexos para o Brasil; ouça o ‘CBN Economia’

O Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, As tarifas de importação do comércio, localizado em Manhattan, suspendeu as tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump, exceto a tarifa de 25% sobre aço e alumínio, mantida por estar baseada em outra legislação. A decisão, tomada no final da tarde de ontem, estabelece um prazo de 10 dias para que as tarifas sejam derrubadas, embora o governo americano já tenha anunciado que tentará reverter a medida na justiça. A expectativa é que a questão seja resolvida pela Suprema Corte dos Estados Unidos, o que pode levar tempo.

Impactos das tarifas e instabilidade

As tarifas impostas por Trump, que chegaram a 50% ou 100% sobre produtos chineses, causaram grande impacto nas expectativas e no comércio exterior, gerando incertezas para a economia americana e global. A postura instável do presidente, que alterava as medidas com frequência, contribuiu para um ambiente de insegurança jurídica. A suspensão das tarifas pelo judiciário americano é vista como um avanço na segurança para os agentes econômicos.

Contexto político e econômico nos Estados Unidos: Apesar das controvérsias, a economia americana mantém um desempenho robusto, com elevado nível de emprego e atividade econômica. Ontem, foi anunciada a saída de Alan Mast, responsável por cortes de gastos no governo, o que pode influenciar as diretrizes econômicas futuras. O governo Trump também reduziu benefícios sociais e programas de ajuda internacional, medidas que geraram críticas internas e externas.

Discussões sobre o IOF no Brasil: No Brasil, o governo propôs aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações de crédito, especialmente para empresas, o que eleva o custo do crédito e gera resistência de setores como indústria, agricultura e comércio. O Congresso debate a possibilidade de derrubar o decreto que aumentou o IOF, mas a medida é importante para a arrecadação de cerca de R$ 20 bilhões em 2024, valor necessário para equilibrar as contas públicas e financiar emendas parlamentares. O aumento do IOF pode contribuir para a redução da taxa Selic ainda este ano, ao encarecer o crédito e ajudar a controlar a inflação.

Desempenho do mercado de trabalho brasileiro

Dados recentes indicam que o mercado de trabalho brasileiro está reagindo positivamente. Foram criados 257 mil novos postos de trabalho, superando as expectativas do mercado, que estimava cerca de 170 mil. O nível de desemprego apresentou queda, indicando um cenário de quase pleno emprego. A economia brasileira segue crescendo, com expectativa de divulgação do PIB do primeiro trimestre mostrando desempenho acima do esperado.

Panorama

As decisões judiciais nos Estados Unidos sobre tarifas comerciais e as medidas fiscais no Brasil refletem a complexidade das relações econômicas globais e domésticas. Enquanto a economia americana enfrenta instabilidades políticas, mantém-se forte, e o Brasil busca equilibrar o ajuste fiscal com o crescimento econômico e controle da inflação.

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