Motivo é a suspeita de desvio nas verbas recebidas para o atendimento de 14 moradores
O asilo de Ipuan enfrenta uma crise que pode levar ao seu fechamento em apenas 10 dias, deixando 14 residentes – entre idosos, deficientes físicos e mentais – em situação de vulnerabilidade. A medida drástica é resultado de denúncias de desvio de verbas e condições precárias, supostamente praticadas pela gestão anterior da unidade.
Intervenção e Irregularidades
Segundo Fernando Augusto Fressati, procurador do município, uma intervenção foi necessária após a constatação de diversas irregularidades. A Associação dos Leões do Lions Club de Ipuan, que antes administrava o asilo, perdeu o direito de continuar à frente da instituição. “Nós entramos como interventores, pois a associação estava utilizando o dinheiro público de forma equivocada”, explicou Fressati. Ele ressaltou que a entidade era mantida majoritariamente por recursos públicos, provenientes do município e do estado. Durante a intervenção, foram encontradas “impropriedades administrativas”, incluindo falta de higiene e cuidados inadequados com os idosos.
Suspeitas de Desvio e Maus-Tratos
As suspeitas recaem sobre o uso indevido de verbas municipais e das aposentadorias dos residentes. O Ministério Público investiga se os recursos eram revertidos em benefício dos idosos, já que os funcionários eram pagos com dinheiro público e não com as aposentadorias. Moradores do asilo relataram ter sido vítimas de agressões físicas e morais, além de intimidações relacionadas à dependência para atividades básicas como banho e troca de roupa.
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Fechamento e Realocação
Diante da gravidade da situação, a prefeitura de Ipuan foi notificada e, sem condições de amparar o asilo, estabeleceu um prazo de 10 dias para que os idosos sejam realocados para casas de familiares ou outras instituições de repouso na região. O advogado do município também mencionou que familiares eram frequentemente impedidos de visitar os moradores, levantando questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados. As investigações apontam que o asilo recebia cerca de R$ 12 mil em verbas municipais e retinha aproximadamente R$ 15 mil mensais das aposentadorias dos idosos, indicando que a entidade priorizava o lucro em detrimento do bem-estar dos residentes.
O futuro dos residentes do asilo permanece incerto, enquanto as autoridades buscam soluções para garantir o acolhimento e a segurança desses indivíduos vulneráveis.



