Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
No próximo domingo, dia oito, celebraremos o Dia Internacional da Mulher, uma data que simboliza um avanço global na luta pela emancipação e igualdade feminina. Desde o século XVIII, mulheres têm reivindicado o fim da inferiorização imposta, buscando acesso ao conhecimento, direito ao voto e igualdade de direitos.
Avanços e Desafios Persistentes
Embora tenhamos testemunhado progressos significativos, ainda existem disparidades notáveis entre os gêneros, especialmente em relação à remuneração e ao acesso a cargos de destaque. O Dia Internacional da Mulher, inicialmente comemorado no Ocidente entre 1910 e 1920, foi resgatado pelo movimento feminista na década de 1960 e, posteriormente, adotado pelas Nações Unidas em 1977.
Saúde da Mulher: Dados e Reflexões
Uma avaliação nacional do Ministério da Saúde, realizada no final de 2013, revelou dados importantes sobre a saúde da mulher. Por exemplo, 54,7% das mulheres apresentavam sobrepeso, em comparação com 47,4% dos homens. Em contrapartida, apenas 8,6% das mulheres eram fumantes. A prevalência de hipertensão, diabetes e alterações do colesterol foi semelhante entre os gêneros, possivelmente devido à maior exposição das mulheres aos mesmos fatores de risco que os homens, resultante de sua participação no mercado de trabalho.
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Hábitos e Cuidados Específicos
A pesquisa também indicou que as mulheres praticam menos atividades físicas do que os homens (27,4% contra 41,2%), mas demonstram maior preocupação com a alimentação, consumindo mais frutas, legumes e verduras. No que diz respeito aos cuidados específicos com a saúde feminina, 78% das mulheres realizaram mamografia nos últimos dois anos e 83% foram submetidas a exames para detecção de câncer do colo do útero.
À medida que nos aproximamos da celebração do Dia Internacional da Mulher, é importante reconhecer os ganhos alcançados e as necessidades ainda presentes, buscando maior consideração, respeito e atenção para com as mulheres.



