Ataque em Santo André aconteceu um dia depois da Polícia Civil divulgar novas informações sobre o roubo no interior paulista
Empresas de transporte de valores no estado de São Paulo estão sob a mira de uma quadrilha especializada, com ações que apresentam semelhanças marcantes em diferentes cidades.
Conexão entre os Assaltos
A ação recente em Santo André e o assalto ocorrido em 5 de julho em Ribeirão Preto levantam suspeitas de que ambas as operações foram coordenadas pela mesma liderança, embora os executores dos crimes possam ser diferentes. A Polícia Civil de Ribeirão Preto já obteve avanços significativos na investigação da explosão da Prosegur, com a prisão de seis suspeitos em 43 dias.
Prisões e Desdobramentos em Ribeirão Preto
Na última terça-feira, dois homens foram presos por envolvimento na clonagem dos veículos utilizados no ataque. Um deles foi detido em Atibaia e o outro na capital paulista. Segundo o delegado seccional João Osiski Jr., os veículos possuíam placas clonadas e documentação falsa. A prisão em Atibaia confirmou a linha de investigação da polícia, que encontrou materiais para falsificação de documentos e diversos documentos falsos. Um terceiro suspeito não foi localizado, mas munições de armas de uso restrito foram apreendidas em sua residência, e seu pai foi preso.
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Fuga e Envolvimento de Empresário
As investigações também esclareceram a rota de fuga dos criminosos. Um empresário de Viradouro, cidade próxima a Ribeirão Preto, é procurado por ter transportado o grupo em um caminhão de grãos. A descoberta de uma segunda chácara na cidade indica que a liderança do grupo não é de Ribeirão Preto. Duas chácaras foram alugadas para o planejamento dos crimes, e a polícia identificou os responsáveis pelo aluguel, a fonte das informações sobre a empresa, os fornecedores dos carros blindados e o proprietário de uma transportadora que facilitou a fuga dos criminosos.
Semelhanças e Armamento
As investigações nas duas cidades devem convergir, já que os criminosos em Ribeirão Preto e Santo André utilizaram o mesmo tipo de armamento, incluindo fuzis e metralhadoras de uso restrito. Em ambas as ações, os bandidos danificaram transformadores de energia, atiraram por cerca de 40 minutos para impedir a ação da polícia, detonaram dinamites para acessar os cofres e espalharam pregos retorcidos nas vias de acesso para furar os pneus das viaturas. Em Ribeirão Preto, o valor roubado foi confirmado em R$ 51 milhões e R$ 255 mil.
A apuração dos fatos continua em andamento, buscando identificar todos os envolvidos e desmantelar a organização criminosa.



