Apenas R$ 200 mil foram recuperados e quatro suspeitos detidos pela Polícia Civil
Há exatamente um mês, Ribeirão Preto enfrentava uma madrugada de terror. Estima-se que entre 30 e 40 criminosos participaram da ação, que resultou no maior roubo já praticado na cidade.
Cerca de R$ 80 milhões foram subtraídos da empresa de transporte de valores Prosegur. Até o momento, quatro pessoas foram presas e houve a apreensão de armas, incluindo um fuzil AK-47 fabricado na Romênia. O diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior, João Ozinski Jr., afirmou que o andamento da investigação permanece positivo.
Prisões e Apreensões
A última prisão ocorreu na terça-feira. O suspeito, funcionário da empresa, é apontado como envolvido no mega-assalto e havia sido demitido pouco antes de ser detido. Sua identidade não foi revelada, mas ele foi encontrado no Jardim Antônio Palocci, na zona oeste de Ribeirão Preto. Na residência, a polícia apreendeu uma pistola calibre 38, conforme explicou o delegado da DIG, Ricardo Turra.
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De acordo com as investigações, o homem é suspeito de fornecer informações cruciais sobre a rotina da empresa, facilitando a ação da quadrilha. Ele permanecerá preso temporariamente por 30 dias, em um presídio da região, cuja localização não foi divulgada por questões de segurança.
Colaboração Interna e Informações Privilegiadas
Segundo a DIG, o suspeito já era alvo de investigações por supostamente repassar informações privilegiadas sobre a rotina da Prosegur. Fernando Paloã, coronel de reserva da Polícia Militar e consultor em segurança, já havia cogitado essa linha de investigação. Ele ressalta a probabilidade de que alguém com conhecimento interno tenha fornecido informações, comparando o caso com o uso de drones para obter informações em outras empresas.
Rumo aos Mandantes
Com as peças do quebra-cabeça se encaixando, o objetivo é identificar os mandantes do crime, que resultou em duas mortes em Ribeirão Preto: o policial militar rodoviário Tarsízio Wilker Gomes, de 43 anos, e o morador de rua Urbiratran Soaresberto, de 38. A prisão do suspeito pode fornecer novas pistas e aprofundar a investigação.
Os outros três suspeitos foram presos no dia 15 de julho, em um hotel de luxo em Caldas Novas (GO). Todos são de Ribeirão Preto, mas a polícia não descarta o envolvimento de pessoas de outras regiões. A investigação segue em segredo de justiça, com a participação de 20 policiais civis e 7 delegados. Até o momento, R$ 200 mil foram recuperados dos cerca de R$ 80 milhões roubados.
A apuração continua, buscando identificar todos os responsáveis pelo audacioso crime e recuperar o restante do montante subtraído.



