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Assassinato de comerciante em Franca motivou operação contra quadrilha que praticava agiotagem

Em abril deste ano, uma lojista foi baleada dentro do carro e suspeita é de retaliação por dívida; ação prendeu dez suspeitos
agiotagem em Franca
Em abril deste ano, uma lojista foi baleada dentro do carro e suspeita é de retaliação por dívida; ação prendeu dez suspeitos

Em abril deste ano, uma lojista foi baleada dentro do carro e suspeita é de retaliação por dívida; ação prendeu dez suspeitos

A morte de Erika Cardoso, de 40 anos, em Franca, em abril, desencadeou uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) sobre uma quadrilha de agiotagem na cidade. A suspeita de que Erika foi assassinada por causa de dívidas de empréstimos levou o Ministério Público a aprofundar as investigações.

Prisões e Apreensões

Nesta quarta-feira (data a ser confirmada), a operação “Maré Alta”, realizada pelo Gaeco e pela Polícia Militar, resultou na prisão de 10 suspeitos. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, que levaram à apreensão de diversos itens: celulares, notebooks, anotações contábeis de empréstimos com juros exorbitantes, centenas de notas promissórias (totalizando mais de R$ 1,5 milhão em dívidas), relógios de luxo, armas de fogo, simulacro de fuzil, cheques e cartões de crédito em nome de laranjas. Os valores encontrados nas contas bancárias dos investigados foram bloqueados, mas ainda não foram totalmente contabilizados pelo Ministério Público.

A Escala da Operação

A quadrilha, que atuava na região de Franca, é acusada de emprestar dinheiro com juros abusivos e de usar violência e ameaças contra seus devedores. Segundo o Gaeco, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 19 milhões em três anos. Os valores obtidos com a agiotagem eram usados para lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, veículos de luxo e imóveis. Nove suspeitos foram presos em Franca e um em Pirassununga.

Investigações em Andamento

Os suspeitos responderão por organização criminosa, agiotagem e lavagem de dinheiro. Alguns foram interrogados ainda na quarta-feira, e os demais serão ouvidos nos próximos dias. A Polícia Civil também investiga o homicídio de Erika Cardoso. Imagens de segurança registraram o crime, e dois homens foram presos logo após o ocorrido, um deles apontado como o atirador. A investigação deste crime forneceu informações cruciais para o desmembramento da quadrilha de agiotagem.

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