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Assédio Sexual é o tema do Almanaque

Ouça o segundo bloco do programa que foi ao ar neste sábado (22)
assédio sexual
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Neste sábado, o programa Almanac Cbnd debateu o tema do assédio e assédio sexual, focando na importância da denúncia e nos desafios enfrentados pelas vítimas.

As Barreiras na Denúncia de Assédio

Muitas mulheres hesitam em denunciar casos de assédio por medo de retaliação, constrangimento ou descrença por parte das autoridades. A psicóloga Caroline Rangel, a advogada e gestora social Mácia Pieri (da ONG Programa de Mãos Estendidas) e Maria Angelica Neto Bellini (membro da Comissão da Mulher da OAB de Ribeirão Preto) discutiram as dificuldades enfrentadas pelas vítimas e as formas de superá-las.

Como Lidar com o Assédio e a Denúncia

Maria Angelica destaca a importância do apoio: “Não vá sozinha à delegacia”, aconselha, pois muitas vezes a própria delegacia pode re-traumatizar a vítima. Mácia Pieri ressalta a necessidade de humanização no atendimento policial, citando a Patrulha Maria da Penha em Ribeirão Preto como um exemplo positivo, mas reconhecendo a insuficiência do sistema. Caroline Rangel enfatiza a importância do diálogo com pessoas de confiança para que a vítima compreenda a gravidade do ocorrido e os impactos do silêncio, que podem incluir hipersexualização, transtornos alimentares, depressão e ansiedade.

Redes de Apoio e Ações Preventivas

As especialistas concordam que denunciar é crucial, apesar dos desafios. Mácia Pieri explica que denunciar um desconhecido é mais fácil do que alguém próximo, devido à complexidade do ciclo da violência doméstica. Maria Angelica destaca canais de denúncia como a delegacia especializada em violência contra a mulher e o número 180. A importância das redes de apoio, como a ONG Programa de Mãos Estendidas, que oferece suporte psicossocial e jurídico, e a conscientização por meio de campanhas como “Não é Não”, foram também ressaltadas. A discussão abrangeu a necessidade de educação nas escolas e o uso das redes sociais como ferramenta de conscientização e denúncia. O programa de reeducação de agressores da ONG Programa de Mãos Estendidas foi apresentado como uma iniciativa para prevenir futuros casos de violência.

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