Auditora questionou eficácia do novo tratamento
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da ‘pílula do câncer’ iniciou uma série de oitivas com especialistas para investigar os efeitos da substância fosfoetanolamina sintética. A comissão, instalada na Assembleia Legislativa de São Paulo, busca esclarecer dúvidas sobre a pesquisa e o uso de recursos públicos.
Dúvidas sobre a pesquisa
Bernadette Schioff, vice-presidente da Viva Fósfo, relatou à CPI problemas durante os testes da substância. Um dos principais pontos levantados foi a impossibilidade de acompanhar a pesquisa desde o início, ingressando apenas na fase 2. Além disso, a ausência de um estudo de farmacocinética, crucial para determinar a dose eficaz, foi apontada como uma grave irregularidade. Essas e outras inconsistências, segundo Schioff, não foram corrigidas durante o processo.
Resultados Inconclusivos e Investigação de Recursos
Os testes da fosfoetanolamina sintética, conduzidos pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, foram suspensos após resultados inconclusivos. De 72 pacientes analisados, apenas um apresentou melhora. O deputado estadual Rafael Silva, vice-presidente e autor do pedido de abertura da CPI, expressou dúvidas sobre a metodologia dos testes, questionando a eficácia da pesquisa e a utilização dos recursos públicos destinados ao projeto. A CPI também pretende apurar se os recursos estaduais foram utilizados de forma adequada.
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Próximos Passos e Conclusões
A CPI pretende ouvir outras testemunhas nas próximas semanas, incluindo o professor Durvanei, especialista em pesquisa biológica, membros da Uicesp envolvidos na pesquisa e os responsáveis pela coordenação do projeto. A comissão terá quatro meses para concluir seus trabalhos e apresentar um relatório com as suas conclusões sobre a eficácia da substância e a condução da pesquisa. A próxima reunião está agendada para o dia 22 de novembro na Assembleia Legislativa de São Paulo.



