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Assim como o Brasil, Estados Unidos e países europeus sofrem com o aumento da inflação

Reflexos da pandemia e a guerra na Ucrânia afetam o preço de vários produtos; ouça o 'CBN Economia' com Nelson Rocha Augusto
aumento da inflação
Reflexos da pandemia e a guerra na Ucrânia afetam o preço de vários produtos; ouça o 'CBN Economia' com Nelson Rocha Augusto

Reflexos da pandemia e a guerra na Ucrânia afetam o preço de vários produtos; ouça o ‘CBN Economia’ com Nelson Rocha Augusto

A inflação global tem impactado duramente a economia mundial, com índices acima do desejável em diversos países. No Brasil, a inflação ultrapassa os 10%, enquanto nos EUA se aproxima dos 8% e na Europa fica em torno de 7% (dados anualizados dos últimos 12 meses). Essa inflação, majoritariamente de custos e não de demanda, é impulsionada por fatores como a guerra na Ucrânia (que afeta oferta de energia e alimentos), secas na América do Sul e o forte consumo chinês.

O impacto na vida das pessoas

O cenário inflacionário dificulta a vida do Banco Central, que utiliza a alta da taxa de juros como ferramenta para controlar a inflação. Entretanto, aumentar os juros não reduz, necessariamente, os custos de produção, como o preço do petróleo. No Brasil, a taxa de juros já está alta e provavelmente terá mais um aumento. Nos EUA, a taxa, após longo período próxima de zero, também está subindo.

Medidas de alívio e perspectivas futuras

Apesar do cenário desafiador, há sinais de alívio. No Brasil, a recuperação dos reservatórios hídricos permitiu a redução da tarifa de energia elétrica em cerca de 20%. A queda do dólar e do preço do petróleo também contribuem para a redução do preço da gasolina (em torno de 10% nas refinarias e 15% no varejo). A próxima safra de etanol também deve trazer redução de preços. Essas medidas, somadas, podem aliviar a pressão inflacionária a partir da segunda quinzena de abril e maio.

Com a melhora do cenário, o Banco Central poderá, possivelmente, interromper os aumentos de juros na próxima rodada e iniciar reduções em atrássto ou setembro. Essa previsão, porém, depende da dinâmica econômica brasileira e internacional.

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