Medida vale para pessoas que não apresentarem sintomas, como febre e problemas respiratórios; confira mais com Rodrigo Stabile
O aumento de casos de síndromes gripais tem levado a um crescimento na procura por testes de Covid-19 em laboratórios e farmácias, causando até mesmo a falta do produto em alguns locais. Mas existe uma alternativa: os autotestes, já comuns em outros países, mas ainda não disponíveis no Brasil. Entendemos os motivos por trás dessa ausência e as implicações para a saúde pública.
Autotestes: Uma solução individual com desafios coletivos
Do ponto de vista individual, os autotestes são confiáveis e permitem que pessoas com sintomas identifiquem a infecção por Covid-19 rapidamente. São testes similares aos utilizados em farmácias, mas com a coleta feita pela própria pessoa. A facilidade de acesso a esse tipo de teste poderia auxiliar no controle da doença.
A ausência de políticas públicas e seus impactos
Porém, a ausência de uma política pública para o uso de autotestes no Brasil representa um grande obstáculo. Sem uma estrutura para coletar e analisar os dados dos testes caseiros, o país continua sem um panorama preciso da transmissão do vírus. Isso dificulta a previsão de colapsos no sistema de saúde, já sobrecarregado com o aumento de casos de Covid-19 e influenza. A falta de direcionamento sobre o que fazer com a informação obtida através do autoteste – se o indivíduo deve se isolar, procurar atendimento médico, e como reportar o resultado – torna a ferramenta ineficaz em termos de saúde pública.
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Restrições e o caminho para o controle da pandemia
Medidas como a restrição de eventos com mais de 700 pessoas em Ribeirão Preto, embora necessárias, são paliativas. A comparação com países como o Reino Unido, que possuem alta taxa de testagem e conseguem monitorar a situação com mais precisão, destaca a importância de uma estratégia nacional de testagem ampla e integrada. A vacinação, o uso de máscaras e o distanciamento físico continuam sendo medidas cruciais para controlar a pandemia, especialmente com a circulação de variantes altamente transmissíveis. A implementação de políticas públicas eficazes para o uso de autotestes é fundamental para um controle mais efetivo da situação e para evitar o colapso do sistema de saúde.


