A assistência social permanece como um dos temas mais complexos da gestão pública em Ribeirão Preto e na região, marcada pelo aumento da vulnerabilidade econômica e da população em situação de rua. O desafio vai além de ações pontuais ou assistencialistas, envolvendo questões como saúde, dependência química, segurança pública e migração regional. A Prefeitura discute o reordenamento dos serviços, com descentralização do atendimento, fortalecimento de centros de convivência e redução da concentração de pessoas vulneráveis na área central, pauta que gera debate entre comerciantes, defensores dos direitos humanos e a oposição política.
Outro ponto central é a necessidade de fortalecer a rede de proteção social, com CRAS e CREAS estruturados, Cadastro Único atualizado e integração com políticas de segurança alimentar, educação e programas estaduais e federais. No orçamento municipal de 2026, a assistência social contará com mais de R$ 127 milhões, enquanto o governo estadual aposta no cofinanciamento, na tabela SUAS Paulista e na expansão do programa Bom Prato. O debate político também envolve a atuação do terceiro setor, a transparência dos convênios e a escolha entre políticas emergenciais ou estratégias emancipadoras que permitam à população sair da condição de vulnerabilidade de forma definitiva.
Confira a retrospectiva do cientista político Bruno Silva sobre a assistência social em Ribeirão Preto ao longo de 2025.