Profissionais alegam que a população fica desassistida com a falta de atendimento nas UPAS; 11 foram dispensadas
Assistentes sociais demitidas de UPAs em Ribeirão Preto realizaram protesto
Manifestação em frente à Prefeitura
Cerca de 50 assistentes sociais demitidas e apoiadores realizaram uma manifestação em frente à Prefeitura de Ribeirão Preto na tarde desta quarta-feira (15). O protesto ocorreu após a Fundação Santa Lídia, responsável pela gestão das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da cidade, demitir 11 assistentes sociais e dois psicólogos na semana passada. Os manifestantes reclamam da falta de atendimento básico de saúde devido às demissões e pedem reunião com o prefeito Duarte Nogueira.
Prejuízos ao Atendimento e Justificativa da Fundação
As assistentes sociais alegam que o atendimento de saúde foi prejudicado, pois enfermeiros e médicos não são especializados em assistência social e psicologia. A Fundação Santa Lídia justificou as demissões alegando que os atendimentos de assistência social e psicologia foram centralizados no Cahps 4 (Centro de Atendimento Psicossocial), unidade recém-inaugurada. No entanto, os profissionais demitidos afirmam que atendiam não só pacientes psiquiátricos, mas também crianças, idosos e outras pessoas em situação de vulnerabilidade, muitas vezes por semanas, antes da encaminhamento ao Cahps 4 para avaliação psiquiátrica.
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Resposta da Prefeitura e próximos passos
O prefeito Duarte Nogueira afirmou que as vagas fechadas nas UPAs foram absorvidas pelo Cahps 4, com contratação de novos profissionais. Ele também mencionou a abertura de vagas para médicos e enfermeiros como reforço para as UPAs. A Câmara de Ribeirão Preto aprovou a convocação da secretária da saúde, Janine Cristina, para prestar esclarecimentos sobre o remanejamento. A secretária disse estar à disposição dos vereadores. A data da sessão extraordinária para os esclarecimentos será definida em breve.



