Confira o que rolou na 16ª edição da ‘Semana de Meio Ambiente’, que termina nesta quarta-feira (4)
Durante a Semana do Meio Ambiente, a Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto promove uma série de atividades que incluem visita técnica a uma agrofloresta em Santa Rosa do Viterbo e palestras sobre desafios e oportunidades relacionados às mudanças climáticas e sustentabilidade.
Na noite anterior, o engenheiro florestal Daniel Caixi, especialista em inteligência de mercado de carbono, ministrou uma palestra sobre adaptação climática do campo à cidade. Ele explicou que adaptação climática não se limita a evitar mudanças, mas envolve ajustar-se às novas condições provocadas por eventos climáticos extremos, como ondas de calor, incêndios e alagamentos, que têm se tornado mais frequentes.
Diferenças entre adaptação no campo e na cidade
Daniel destacou que, embora a dicotomia entre campo e cidade esteja diminuindo devido ao processo de urbanização, as medidas de adaptação são específicas para cada ambiente. Nas cidades, onde há grande impermeabilização do solo, as soluções baseadas na natureza focam na drenagem da água e aumento da permeabilidade. No campo, a ênfase está na conservação da vegetação e na agricultura regenerativa para manter a cobertura verde.
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Indicadores ambientais de Ribeirão Preto: Em audiência pública realizada na segunda-feira, a Prefeitura de Ribeirão Preto apresentou um diagnóstico parcial do Plano de Arborização Urbana. Segundo o relatório, a cidade possui atualmente cerca de 18,42% de cobertura vegetal, enquanto especialistas recomendam que esse índice alcance entre 30% e 40% para melhorar a qualidade de vida. Até o momento, foram plantadas aproximadamente 13 mil mudas de árvores em 2024.
Importância do monitoramento e da gestão da água: Daniel ressaltou que, além do plantio, é fundamental monitorar a sobrevivência das mudas para garantir a efetividade do programa de arborização. Ele também comentou sobre a dependência de Ribeirão Preto do Aquífero Guarani para abastecimento de água e mencionou estudos municipais que avaliam a qualidade e a captação da água, incluindo alternativas de captação superficial no Rio Pardo. A conservação das áreas de vegetação ciliar é apontada como essencial para garantir a quantidade e qualidade da água no futuro.
Informações adicionais
Na mesma programação da Semana do Meio Ambiente, a advogada e especialista em Direito Social Ambiental, Samanta Pineda, fará palestra intitulada “Brasil no contexto geopolítico das mudanças climáticas: herói ou vilão?”. A inscrição pode ser realizada pelo portal arp.org.br.



