Mulher fez um peeling de fenol em um rapaz com quadro de arritmia que acabou morrendo após o procedimento
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica que apontará a causa da morte do empresário Henrique Chagas, após procedimento estético com fenol em uma clínica de São Paulo, deve ficar pronto até o fim de junho, em até 15 dias, segundo o delegado Eduardo Luís Ferreira, responsável pela investigação.
Hipótese da Polícia e Riscos do Fenol
A principal hipótese da polícia é que Henrique morreu em decorrência do fenol, produto químico utilizado em um procedimento de esfoliação da pele. O Conselho Federal de Medicina alerta que esse tratamento é invasivo e pode causar riscos à saúde, como taquicardia, sendo permitido apenas para médicos dermatologistas.
Responsáveis e Investigações
Natália Becker, dona do estabelecimento e responsável pela aplicação do fenol em Henrique, foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual. Ela responde em liberdade e, em entrevista ao Fantástico, atribuiu a morte a uma fatalidade. Natália, influencer com mais de 230 mil seguidores no Instagram (conta atualmente desativada), se apresentava como esteticista. Seu estúdio foi fechado pela Prefeitura de São Paulo devido a suspeitas de irregularidades. Segundo a Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos, Natália não possui registro para atuar na área. Em seu depoimento, ela alegou ter feito um curso online de seis horas sobre a aplicação de fenol, ministrado por uma farmacêutica do Paraná, que também deve prestar depoimento.
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As investigações seguem em andamento, aguardando-se o laudo do IML para esclarecer completamente as circunstâncias da morte do empresário. O caso destaca a importância da regulamentação e da segurança em procedimentos estéticos, alertando para os riscos da realização de tratamentos invasivos por profissionais não qualificados.



