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Associação promove manifesto contra a mudança do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão

Entidade diz que o novo local oferecido pela Prefeitura não atende as especificações exigidos
Arquivo Público de Ribeirão
Entidade diz que o novo local oferecido pela Prefeitura não atende as especificações exigidos

Entidade diz que o novo local oferecido pela Prefeitura não atende as especificações exigidos

Menos de dois anos após a última mudança, o Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto se prepara para uma nova transferência, desta vez para uma sede própria localizada na Rua Francisco Junqueira, 942. Porém, a mudança não tem sido recebida com entusiasmo por todos.

Protestos contra a nova localização

A Associação de Amigos do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto organizou uma manifestação em frente à sede atual, na Rua General Osório, 765, contra a mudança. A principal crítica é que o novo prédio, apesar de pertencer à prefeitura, não atende às exigências do Conselho Nacional de Arquivos para a preservação do acervo. Segundo o professor Ulisses de Paiva Faleiros Neto, presidente da associação, o prédio apresenta problemas graves, como localização em via de grande tráfego, propensão a enchentes e emissão excessiva de gás carbônico.

Prefeitura defende a mudança

A Prefeitura justifica a mudança com o alto custo do aluguel do prédio atual (R$ 12 mil mensais) e a falta de espaço para o acervo. A Secretaria da Cultura garante que a transferência só ocorrerá após a realização de adequações necessárias, seguindo as orientações da Comissão de Avaliação de Documentos e Acervos. A secretária Isabela Carvalho Pessoche afirma que o prédio na Rua Francisco Junqueira, com seus 1.700 metros quadrados, é o mais adequado, após análise minuciosa de todos os prédios públicos. A intenção é abrigar, além do arquivo público, os arquivos da administração municipal e da Secretaria de Saúde, embora a Secretaria da Cultura afirme que essa seria uma situação temporária. A associação contesta essa informação, alegando que a intenção é reunir permanentemente todos os arquivos no local.

Alternativas e impasses

A Associação propôs como alternativa o prédio do antigo Lar Santana, na Vila Tibério, alegando espaço suficiente e valor histórico. A Secretaria da Cultura, porém, argumenta que o restauro necessário para o prédio do Lar Santana demandaria um investimento muito maior do que as adequações necessárias no prédio escolhido na Rua Francisco Junqueira. A secretaria também afirma não ter recebido o ofício da associação com a proposta alternativa e que a associação não foi ouvida sobre a mudança devido à nova gestão da prefeitura. A polêmica permanece, com a associação mobilizando-se para impedir o que considera uma mudança inadequada para a preservação do importante acervo histórico da cidade.

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