Moradores desejam colocar cancelas em algumas vias para evitar furtos e roubos; 34 loteamentos já possuem essa autorização
Associações de moradores em Ribeirão Preto buscam soluções para melhorar a segurança em seus bairros, recorrendo ao fechamento de ruas com cancelas. A medida, vista como uma espécie de “condomínio fechado”, gera debates sobre segurança pública e integração comunitária.
Fechamento de Ruas e o Impacto na Segurança
A instalação de portões e mecanismos de segurança, como no caso da Ribeirânia, onde foram implementados portões automáticos, portaria eletrônica e reconhecimento facial, demonstra a busca por maior controle de acesso e redução de crimes. O processo, porém, é demorado e exige autorização da prefeitura, como relata Beto Brochetto, presidente da associação de moradores do bairro. Apesar da eficácia relatada pelos moradores, o processo de autorização levou três anos.
Polêmica em Torno do Fechamento de Bairros
O criminólogo Gia Alves critica a tendência de fechamento de ruas, argumentando que essa prática prejudica a integração comunitária e a mobilidade urbana. Ele defende que o poder público deve investir em políticas públicas que promovam a segurança de forma abrangente, como melhoria na iluminação pública e maior presença policial, em vez de permitir o isolamento de bairros.
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Alternativas de Segurança e Monitoramento
Em alguns bairros, como o Nova Ribeirânia, a solução encontrada foi a implantação de um sistema de monitoramento por câmeras, com cobertura 24 horas. Segundo Maria José dos Santos, do Conselho da Associação dos Moradores da Ribeirânia, esse sistema já auxiliou na identificação de criminosos. Embora eficaz, essa iniciativa exige organização e investimento comunitário. É importante ressaltar que, apesar das autorizações para controle de acesso em 34 lotiamentos, a lei proíbe impedir a entrada de pessoas em áreas privadas.
A busca por segurança em Ribeirão Preto expõe a necessidade de um equilíbrio entre as medidas de segurança privada e as políticas públicas de segurança, buscando soluções que garantam a proteção dos moradores sem comprometer a integração e a mobilidade urbana. A participação ativa da comunidade, aliada a investimentos em segurança pública, se mostra fundamental para a construção de bairros mais seguros e integrados.



