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Associações de bairros recorrem ao MP para questionar lei do puxadinho

Segundo os representantes das entidades, há um tratamento desigual de contribuintes
lei do puxadinho
Segundo os representantes das entidades, há um tratamento desigual de contribuintes

Segundo os representantes das entidades, há um tratamento desigual de contribuintes

Lei do Puxadinho em Ribeirão Preto: Injustiça e Desigualdade?

Associações de bairro em Ribeirão Preto estão questionando a nova lei do puxadinho, alegando tratamento desigual entre contribuintes. A polêmica surgiu após a prefeitura publicar uma lista de 12.272 contribuintes que devem pagar diferenças de IPTU por construções irregulares, principalmente em áreas populares. A justificativa da prefeitura é a necessidade de regularizar construções clandestinas que violam índices urbanísticos.

Protestos e Implicações Legais

Representantes de quatro associações recorreram ao Ministério Público para barrar a lei, argumentando que a mesma é injusta e impacta desproporcionalmente moradores de baixa renda. Uma lei semelhante, aprovada em 2016, foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça. Os moradores reclamam que a prefeitura só busca a participação das associações em épocas eleitorais ou quando necessita de algo, ignorando suas reivindicações em outras ocasiões. A desigualdade no tratamento de construções irregulares, com foco em áreas populares e não em construções de grande porte, também é apontada como um problema.

Perspectivas e Opiniões Divergentes

Enquanto as associações denunciam injustiça, o presidente do Comú, Silvio Contarte, defende o projeto como um “mal necessário” para regularizar construções irregulares. Ele nega que a lei favoreça grandes proprietários, argumentando que a regularização é importante para adequar a cidade às normas urbanísticas. A questão, portanto, permanece complexa, com opiniões divergentes sobre a justiça e a equidade da nova lei. O debate promete continuar, com novos desdobramentos esperados.

O imbróglio envolvendo a lei do puxadinho em Ribeirão Preto expõe a complexidade da regularização de construções irregulares e a necessidade de um diálogo mais efetivo entre a prefeitura e as associações de bairro para garantir um tratamento justo e equitativo a todos os contribuintes. A situação demonstra a urgência de leis claras e acessíveis, que considerem as realidades diversas da população.

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