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Ata do Copom confirma subida da taxa de juros em 0,5%

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
Ata do Copom confirma subida
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Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), Ata do Copom confirma subida da taxa de juros em 0,5%, realizada na semana passada, o Banco Central do Brasil decidiu aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em meio ponto percentual, elevando-a para 8,5% ao ano. Nesta quinta-feira, foi divulgada a ata dessa reunião, documento fundamental para analistas econômicos entenderem os motivos e as perspectivas da autoridade monetária em relação à política monetária e à inflação.

Decisão do Copom e perspectivas para a taxa Selic

Segundo o economista Nelson Rocha, a ata deixou claro que os membros do Copom consideram necessária uma nova rodada de aumento da taxa de juros na próxima reunião, prevista para ocorrer em 35 dias. Embora o documento não especifique o valor do possível novo aumento, há uma forte probabilidade de que a taxa Selic seja novamente elevada. Essa decisão visa manter o combate à inflação, mesmo diante de sinais recentes de desaceleração dos preços no curto prazo.

Inflação no curto prazo e indicadores recentes: Nos últimos dias, foram divulgados indicadores que mostram uma redução na inflação conjuntural, ou seja, aquela relacionada a fatores temporários da economia. O Índice de Preços ao Produtor (FIP), o Índice de Preços ao Consumidor (PCS) e a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentaram variações próximas de zero, com o IGP-M registrando alta de 0,24%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador oficial da inflação, será divulgado em breve e a expectativa do mercado é que fique próxima a zero, com estimativas entre 0,05% e 0,08% para o mês.

Essa desaceleração é atribuída principalmente à queda nos preços dos alimentos e do álcool, entre outros fatores. No entanto, o Banco Central entende que, apesar dessa melhora conjuntural, é necessário continuar o aperto monetário para garantir uma inflação mais baixa e sustentável ao longo deste e do próximo ano.

Política fiscal e desafios para o controle da inflação: Em relação à política fiscal, o economista Nelson Rocha destaca que o governo tem mantido um discurso favorável ao controle de gastos públicos, com promessas de cortes e até a extinção de alguns ministérios. A presidente da República, em entrevistas recentes, reiterou o compromisso com a contenção de despesas.

Entretanto, até o momento, não foram divulgados detalhes concretos sobre onde e como esses cortes serão realizados, o que gera dúvidas entre os analistas sobre a capacidade do governo de atingir a meta de superávit primário para este ano, fixada em 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O superávit primário representa a diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo os gastos com juros da dívida pública.

Um dos temas em debate é a redução do número de ministérios, atualmente em 39, considerado elevado e potencialmente ineficiente. Para que a política fiscal contribua efetivamente para a estabilidade econômica e o controle da inflação, é necessário que o governo apresente medidas claras e críveis de ajuste.

Importância da política monetária e fiscal para a economia brasileira

O economista ressalta que a continuidade do ciclo de aperto monetário, por meio do aumento da taxa Selic, é uma estratégia adotada para conter a inflação e garantir a estabilidade dos preços no médio e longo prazo. Paralelamente, o ajuste fiscal é fundamental para que o Estado contribua para a recuperação econômica do país sem pressionar a inflação.

Sem medidas fiscais efetivas, o esforço do Banco Central pode ser comprometido, dificultando o alcance das metas de inflação e a retomada do crescimento econômico sustentável.

Informações adicionais

A próxima reunião do Copom está agendada para cerca de 35 dias após a última, quando será possível confirmar se haverá novo aumento na taxa Selic. A divulgação do IPCA deste mês também é aguardada para avaliar o comportamento da inflação oficial. O cenário econômico permanece sujeito a mudanças conforme novos dados e decisões políticas forem anunciados.

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