Médica, responsável por cirurgias do Hospital do Amor de Barretos, explica os números e os cuidados necessários
O verão chegou e com ele a preocupação com o câncer de pele aumenta. Dezembro é o mês de conscientização sobre a doença, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), deve registrar 704 mil novos casos no Brasil até 2025. Para combater esse problema, o Hospital de Amor em Barretos oferece um tratamento menos invasivo: a cirurgia micrográfica de Mohs.
Cirurgia de Mohs: Uma Técnica Precisa
A cirurgia de Mohs é uma técnica que permite a remoção completa das células cancerosas, preservando a pele ao redor da lesão. Ao contrário de outros métodos que analisam amostras da pele, a cirurgia de Mohs examina 100% da margem cirúrgica, garantindo a remoção total do tumor. Isso permite que o procedimento seja realizado com precisão, mesmo em áreas sensíveis do rosto, preservando a maior quantidade possível de tecido saudável. Apesar de ser uma técnica eficaz, a sua disponibilidade no SUS ainda é limitada, com longas filas de espera (de 6 a 8 meses).
Prevenção: A Melhor Arma Contra o Câncer de Pele
A prevenção é fundamental para reduzir o risco de desenvolver câncer de pele. A médica Vanessa Tanaka, do Hospital de Amor, destaca a importância do uso diário de protetor solar com FPS acima de 50, principalmente para pessoas com pele sensível ou que trabalham expostas ao sol. A reaplicação do protetor a cada duas horas é crucial, especialmente em atividades ao ar livre. Evitar a exposição solar direta nos horários de maior intensidade (entre 9h e 16h) também é recomendado. O uso de chapéu, óculos escuros e sombrinhas contribui para uma proteção mais completa.
Cuidados Essenciais e o Futuro do Tratamento
O dano solar é cumulativo, e os efeitos da exposição ao sol na juventude podem se manifestar como câncer de pele na vida adulta. A Dra. Tanaka ressalta a necessidade de conscientização sobre a importância da proteção solar desde cedo. Embora a cirurgia de Mohs seja um avanço significativo, a sua aplicação ainda é limitada pela demanda e pelo tempo necessário para o procedimento. A expectativa é que o SUS amplie o acesso a essa técnica no futuro, melhorando o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.



