Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
A febre do Pokémon Go, que tomou conta do mundo, chegou ao Brasil com relatos curiosos e, em alguns casos, perigosos. Em Ribeirão Preto, a busca pelos monstrinhos virtuais tem gerado situações que merecem atenção.
Assaltos e a Busca Descontrolada
Um dos casos mais alarmantes ocorreu na Vila Zidínea, onde um menino de 12 anos foi assaltado enquanto jogava Pokémon Go com amigos. Criminosos o abordaram, agrediram e roubaram seu celular. Esse incidente serve como um alerta sobre os riscos de se distrair em locais públicos durante a busca pelos personagens do jogo.
A Visão dos Jogadores e os Perigos Reais
Apesar dos perigos, muitos jogadores relatam os benefícios do jogo, como incentivar a atividade física e a interação social. Luan, um dos jogadores entrevistados, ressalta a importância de tomar cuidado ao jogar em locais públicos. Victor Pereira, outro jogador, explica que o jogo define trajetos que levam a pontos de interesse, os chamados ‘Pokéstops’, onde é possível coletar itens para continuar a jornada. No entanto, ele reconhece os riscos de assaltos e atropelamentos, especialmente durante a noite.
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Riscos e Reflexões sobre o Mundo Virtual
A psicóloga Daniela Zeote alerta para os riscos da invasão de privacidade, já que o aplicativo utiliza dados de localização e informações pessoais dos usuários. Ela também destaca a importância de um uso equilibrado da tecnologia, para que a busca por monstrinhos virtuais não se torne uma obsessão, prejudicando o trabalho, os estudos e os relacionamentos no mundo real. É crucial que a diversão proporcionada pelo jogo não se transforme em dependência e negligência da vida cotidiana.
É importante lembrar que a tecnologia deve ser uma aliada da qualidade de vida, e não uma substituta. A diversão é garantida, desde que não se torne obsessão.