Doença não tem cura, mas tratamento pode amenizar avanço e estilo de vida saudável pode evitar desenvolvimento
A doença de Alzheimer tem apresentado aumento significativo na procura por atendimento médico nos últimos anos. Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que, Atendimento de casos de Alzheimer crescem, entre 2019 e 2023, os atendimentos na rede pública cresceram de 14.969 para cerca de 18.000, e as internações passaram de 440 para 850 no mesmo período.
Características e sintomas da doença: Alzheimer é uma doença degenerativa e sem cura, que afeta principalmente a memória recente, mas com o avanço pode comprometer outras funções cognitivas, como linguagem e tomada de decisões. O paciente Valdomir Ungomes, diagnosticado aos 61 anos, relata perda progressiva da memória, mantendo apenas lembranças mais antigas.
Fatores de risco e prevenção: Segundo o geriatra Jean Pierre de Allen Carr, da Associação Brasileira de Alzheimer, os fatores de risco são divididos em não modificáveis, como idade, raça e genética, e modificáveis, que incluem obesidade, disfunção auditiva, hipertensão, sedentarismo e analfabetismo. Estudos indicam que 54% dos casos podem estar relacionados a fatores modificáveis, o que reforça a importância de hábitos saudáveis para prevenção.
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Tratamento e acompanhamento: Embora não haja cura, o tratamento dos sintomas é possível e pode desacelerar a progressão da doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento multidisciplinar gratuito, incluindo médico, fisioterapia e terapia ocupacional. Medicamentos disponíveis ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes, como no caso do avô da advogada Jacqueline Alves, que apresenta melhora significativa com o tratamento.
Diagnóstico e cuidados: Nem todo esquecimento está relacionado ao Alzheimer. Condições como depressão, ansiedade, deficiências vitamínicas e anemia podem causar sintomas semelhantes, sendo necessário diagnóstico médico para confirmação. O médico Gia ressalta que associar o esquecimento ao envelhecimento não é correto, pois há idosos com memória intacta. O acolhimento familiar e o amor são fundamentais para o cuidado dos pacientes.
Informações adicionais
Existe um medicamento recente capaz de remover placas no cérebro em pacientes com Alzheimer em estágio inicial, porém ele ainda não está disponível no Brasil, é caro e apresenta efeitos colaterais. A busca por atendimento médico na rede pública é essencial para o diagnóstico precoce e o manejo adequado da doença.



