Centenário, hospital tem dívida que cresce aproximadamente R$ 200 mil por mês
A Santa Casa de Monte Alto, instituição centenária crucial para a região, enfrenta uma crise financeira sem precedentes. Pela primeira vez em sua história, a unidade pode ser forçada a suspender atendimentos eletivos, restringindo seus serviços apenas a casos de urgência.
Crise Financeira e Falta de Verbas
Edmar Silva, gerente administrativo com 15 anos de experiência, revela que a Santa Casa enfrenta um déficit mensal de aproximadamente R$ 200 mil. Além do acúmulo de dívidas, a instituição não recebe verbas parlamentares há um ano e meio, tanto do governo federal quanto estadual. Essa ausência de recursos agrava a situação, impossibilitando a manutenção dos serviços sem prejuízo financeiro.
Disputa Judicial e Negociação com a Prefeitura
Uma decisão judicial recente determinou a manutenção dos atendimentos, impedindo a suspensão dos serviços eletivos. A gerência da Santa Casa busca derrubar essa liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo, visando uma renegociação com a prefeitura. O objetivo é obter um aumento no repasse de verbas para cobrir os custos operacionais e garantir a continuidade dos atendimentos. Caso a liminar seja derrubada, a Santa Casa pretende suspender os serviços por 30 dias para forçar uma negociação com a prefeitura.
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Impacto nos Serviços e Equipamentos
A Santa Casa de Monte Alto possui 97 leitos, incluindo 10 de UTI, e atende cerca de 300 pessoas diariamente. Mais de 60% dos pacientes são provenientes do SUS, cujas tabelas de serviços médicos estão desatualizadas. A instituição emprega 265 funcionários, que ainda não tiveram seus salários atrasados. No entanto, a perda de receita, o aumento da dívida e o reajuste nas contas de água, luz, materiais e medicamentos já levaram à suspensão de alguns serviços preventivos. Equipamentos essenciais, como raio-X e respiradores, continuam em uso, mesmo sem a manutenção adequada.
Diante desse cenário, a Santa Casa luta para manter suas portas abertas e continuar prestando serviços essenciais à população. A busca por soluções financeiras e a negociação com a prefeitura são cruciais para garantir o futuro da instituição.



