Prefeitura terá que arrumar nova área para descarregar o lixo; caso é o segundo na região neste mês
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente interditou o aterro sanitário de Kaconde, localizado no sítio São Miguel, que funcionava sem licença há quase dois anos. O local acumulava lixo a céu aberto, atraindo insetos e aves e causando escoamento de chorume para o solo. Nove toneladas de resíduos eram geradas diariamente.
Interdição e Plano de Encerramento
O secretário estadual do meio ambiente, Ricardo do Salles, anunciou a interdição definitiva do aterro e a criação de um plano para o encerramento das atividades. Apesar de várias tentativas de regularização, a situação irregular persistiu, resultando em multas aplicadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que totalizaram R$ 30 mil.
Medidas Municipais e Responsabilidades
O prefeito José Bento Felizardo Filho decretou situação de emergência sanitária e ambiental por seis meses, alegando que o lixo será levado para outra cidade por meio de uma empresa privada. Ele atribuiu a responsabilidade pela situação à gestão anterior, que deixou o aterro sem licença desde 2015.
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Programa Lixão Zero
A interdição do aterro de Kaconde se insere no programa Lixão Zero da Secretaria do Meio Ambiente do Estado, que visa interditar áreas irregulares. Até o momento, 53 aterros foram fechados, e a operação continua até o final do ano. A situação em Batatais, onde um aterro foi interditado temporariamente por falta de infraestrutura e licenças, ilustra a abrangência do problema e a necessidade de ações para regularizar os serviços de destinação de resíduos em todo o estado.



