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Aterros sanitários de Jardinópolis e Guatapará recebem nota máxima da Cetesb

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, 96% dos municípios do estado destinam corretamente seus resíduos
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De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, 96% dos municípios do estado destinam corretamente seus resíduos

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, 96% dos municípios do estado destinam corretamente seus resíduos

Um estudo recente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) revelou que a gestão de resíduos sólidos urbanos em 96% dos municípios paulistas (615) é adequada. Porém, 4% (25 municípios) ainda apresentam práticas inadequadas.

Aterros Sanitários de Ribeirão Preto: Um Caso de Sucesso

Os aterros sanitários de Jardinópolis e Guatapará, na região de Ribeirão Preto, receberam a nota máxima (10) na avaliação da Cetesb. Esses aterros atendem 23 prefeituras, recebendo diariamente 1.700 toneladas de resíduos. Segundo o engenheiro da Cetesb, a maioria da Silva Moreira, todos os 23 municípios da região apresentam índices de qualidade adequados na gestão de resíduos sólidos domiciliares. Dez destes municípios obtiveram a nota máxima por utilizarem aterros privados, que possuem mais recursos para atender às exigências da Cetesb.

Desafios e Perspectivas

O diretor da Estre Ambiental, empresa que administra os aterros de Jardinópolis e Guatapará, destacou o orgulho em receber a nota máxima desde 2008, ressaltando os aspectos positivos como isolamento visual, cobertura de resíduos e proteção do lençol freático. O ambientalista Manuel Tavares da Associação Pau Brasil, embora reconheça o avanço, alerta para o atraso do Brasil em relação à gestão de resíduos, comparando a situação com a Europa, onde os aterros sanitários tradicionais são praticamente inexistentes, dando lugar a altas taxas de reciclagem e outros métodos de destinação de resíduos.

A boa avaliação da Cetesb auxilia os municípios na obtenção do selo verde-azul da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, garantindo preferência na captação de recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle de Poluição (Fecop). Apesar dos avanços, a questão da sustentabilidade a longo prazo e a necessidade de aprimoramento contínuo na gestão de resíduos sólidos permanecem como desafios importantes.

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