Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patrícia Teixeira
O poder da voz do consumidor se manifestou de forma contundente no combate à disseminação de conteúdo extremista online. Em 2016, o Twitter eliminou 377 mil contas por apologia ao terrorismo, demonstrando a capacidade das plataformas digitais de reagirem a pressões sociais.
Reação em Cascata: Consumidores, Marcas e Plataformas
A pressão não se limitou ao Twitter. A veiculação de vídeos extremistas no YouTube e Google motivou uma reação em cadeia. Cerca de 250 grandes empresas, incluindo gigantes como Audi, Volkswagen e McDonald’s, retiraram sua publicidade das plataformas do Google em protesto. Essa mobilização, iniciada principalmente na Europa, demonstra o poder de boicote como ferramenta de pressão sobre empresas que não se comprometem com a moderação de conteúdo.
O Consumidor como Agente de Mudança
O caso demonstra claramente o consumidor como agente de mudança. A insatisfação com a falta de moderação de conteúdo extremista levou a um movimento de boicote, forçando as plataformas a tomarem medidas mais rigorosas. A operação “Carne Fraca” também exemplifica essa tendência, com consumidores cobrando transparência e responsabilização das marcas nas redes sociais.
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Um Novo Cenário Digital
A internet se consolidou como o principal meio de comunicação global, amplificando o impacto da opinião pública. A disseminação de informações, sejam verdadeiras ou falsas, exige um olhar crítico e responsável por parte de todos. Plataformas, governos e consumidores precisam trabalhar juntos para garantir um ambiente online mais seguro e ético, onde a voz de cada um seja ouvida, mas também avaliada com discernimento.