Falta de exercícios faz articulações e cartilagem secarem, segundo estudo da USP Ribeirão
Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto revelou que exercícios físicos são mais eficazes que alimentação balanceada na prevenção da osteoporose, doença que atinge cerca de um terço das mulheres acima de 50 anos e é irreversível. A pesquisa, liderada pela Dra. Ana Paula Macedo, destaca que a atividade física, embora não impeça totalmente a perda óssea, auxilia na prevenção, especialmente se iniciada antes ou no início da menopausa.
Exercícios e a saúde óssea
De acordo com a Dra. Macedo, os exercícios físicos promovem a estimulação mecânica óssea e a remodelação óssea, reduzindo os efeitos da perda óssea após a menopausa. A prática regular, iniciada antes ou no início da menopausa, tem um efeito preventivo significativo na massa óssea.
Prevenção e atividade física
O professor de educação física Ricardo Bissaro reforça a importância do início precoce da atividade física para a prevenção da osteoporose. Ele aconselha a escolha de atividades prazerosas para garantir a prática regular a longo prazo.
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Consequências da inatividade física
A falta de exercícios físicos leva ao ressecamento do líquido sinovial, substância que lubrifica as articulações. Isso resulta em problemas articulares graves e desgaste da cartilagem, podendo evoluir para a artrite e, posteriormente, para a artrose, condição em que os ossos entram em contato, causando desgaste progressivo.
Em resumo, a pesquisa evidencia a importância crucial da atividade física na prevenção da osteoporose, especialmente para mulheres acima de 50 anos. A escolha de uma atividade prazerosa e a prática regular, iniciada o quanto antes, são fundamentais para a manutenção da saúde óssea e a prevenção de problemas articulares.



