Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Olá, ouvintes da CBN! Questões sobre alimentação, atividades físicas e controle do estresse são frequentes em consultórios de cardiologistas. Mas uma pergunta em particular gera muita curiosidade: a atividade sexual é segura para quem tem problemas cardíacos?
A Segurança da Atividade Sexual para Cardíacos
A Associação Americana de Cardiologia publicou um documento recente que tranquiliza muitos pacientes. Segundo a associação, a atividade sexual é, em geral, segura para pessoas com doenças cardiovasculares estabilizadas e que mantêm acompanhamento médico adequado. A atividade sexual é um componente importante da qualidade de vida, tanto para homens quanto para mulheres e seus parceiros.
O Dr. Green Levine, do Baylor College of Medicine em Houston, um dos autores do documento, explica que ataques cardíacos ou dores no peito causadas por problemas cardíacos preexistentes raramente ocorrem durante o ato sexual, principalmente devido à sua curta duração.
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Recomendações e Cuidados Essenciais
O documento da Associação Americana de Cardiologia também ressalta que a abstinência sexual pode impactar negativamente a qualidade de vida de pacientes cardíacos. No entanto, para aqueles com doenças instáveis e graves, é crucial tratar e controlar os sintomas antes de retomar a atividade sexual regular. É fundamental que homens e mulheres discutam abertamente esse assunto com seus médicos.
Para garantir a segurança, algumas regras devem ser seguidas. Primeiramente, consulte seu médico para uma avaliação prévia. Em segundo lugar, participe de um programa de reabilitação cardiovascular com profissionais qualificados. Mulheres devem discutir a segurança de uma possível gravidez com seus médicos. E, para homens, a disfunção erétil deve ser abordada para encontrar soluções seguras, sempre com orientação médica.
Estudo Alemão Reforça a Segurança
Um estudo alemão recente confirmou a segurança da atividade sexual em pacientes cardíacos que seguem as recomendações médicas. A pesquisa avaliou 536 pessoas entre 30 e 70 anos, antes e após eventos como ataques cardíacos, AVCs ou outras doenças cardíacas. Os resultados mostraram que não houve problemas relacionados à atividade sexual quando os critérios de avaliação médica e as orientações foram seguidos.
Portanto, com o acompanhamento médico adequado e o cumprimento das orientações, a atividade sexual pode ser uma parte segura e prazerosa da vida de pacientes com doenças cardíacas.