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Atividades econômicas registram queda no mês de maio

Seja no comércio, ou na arrecadação de impostos, cenário econômico aponta para uma desaceleração que já era esperada
Atividades econômicas registram queda no mês
Seja no comércio, ou na arrecadação de impostos, cenário econômico aponta para uma desaceleração que já era esperada

Seja no comércio, ou na arrecadação de impostos, cenário econômico aponta para uma desaceleração que já era esperada

O Brasil apresentou uma desaceleração na atividade econômica no mês de maio, Atividades econômicas registram queda no mês, após um crescimento expressivo no primeiro trimestre do ano e um nível ainda elevado em abril. Indicadores como o volume de passageiros transportados por ônibus e aviões, consumo de combustíveis líquidos e energia elétrica começaram a mostrar redução.

Segundo Nelson Rocha, essa desaceleração era esperada e está relacionada a fatores sazonais, como os feriados prolongados de abril e maio e datas comemorativas que impulsionam o comércio, além do fim do período de safra agrícola. Outro fator importante é a política monetária, com a taxa Selic mantida em 14,75% desde setembro do ano passado, o que encarece o crédito e reduz o consumo de bens que dependem de financiamento, como automóveis, eletrodomésticos e imóveis.

Aspectos sazonais e impacto no consumo

Feriados como a Páscoa, o 21 de abril, o Dia do Trabalho e o Dia das Mães proporcionaram um aumento temporário no consumo, mas o período seguinte tende a ser mais calmo, com menor movimentação no comércio até datas como o Dia dos Namorados, que tem impacto menor comparado a outras datas.

Política monetária e perspectivas para a taxa de juros: Com a taxa Selic elevada, o crédito fica mais caro, o que contribui para a desaceleração da atividade econômica. Nelson Rocha aponta que a taxa deve permanecer nesse patamar por cerca de quatro meses, com possibilidade de redução a partir de outubro, caso a inflação continue a apresentar queda.

Inflação e câmbio: Os indicadores recentes mostram uma tendência de queda na inflação, influenciada pela alta taxa de juros, boa safra agrícola e queda no preço do dólar. O câmbio deve se manter estável, em torno de R$ 5,60 a R$ 5,70, o que contribui para a previsibilidade econômica.

Projeções para o segundo semestre: Espera-se um período de menor atividade econômica até julho ou atrássto, seguido por uma possível redução da taxa de juros no último trimestre do ano, o que pode estimular a recuperação do crescimento. Não há previsão de recessão, apenas uma acomodação temporária da economia.

Entenda melhor

A desaceleração econômica atual é resultado da combinação entre fatores sazonais, política monetária restritiva e ajustes no consumo, que juntos contribuem para a redução da inflação e criam condições para futuras flexibilizações na taxa de juros.

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