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Atrapalha tudo, sem água fica inviável trabalhar, diz comerciante sobre falta de água em Ribeirão

Condomínios também estão recorrendo a caminhões pipa para suprir demanda de abastecimento; procura por serviço teve alta de 50%
falta de água
Condomínios também estão recorrendo a caminhões pipa para suprir demanda de abastecimento; procura por serviço teve alta de 50%

Condomínios também estão recorrendo a caminhões pipa para suprir demanda de abastecimento; procura por serviço teve alta de 50%

Falta d’água em Ribeirão Preto: moradores e comerciantes sofrem com o calor

Os dias de calor intenso e tempo seco têm agravado a falta d’água em alguns bairros de Ribeirão Preto, causando transtornos para moradores e comerciantes. O aumento da demanda tem sobrecarregado os serviços de caminhão-pipa, que trabalham dobrado para atender a população.

Condomínios arcam com custos extras

No Jardim Botânico, moradores de três torres de 330 apartamentos (cerca de mil pessoas) enfrentam um problema crítico. A água fornecida pela rua supre apenas um terço da demanda, obrigando o condomínio a contratar caminhões-pipa a um custo de R$ 900 cada, aumentando significativamente as taxas condominiais. Luiz Alberto Muniz Freire, síndico do prédio, lamenta a situação: “Não é uma situação boa ficar pagando do bolso uma coisa que era do órgão municipal, né? Só que é pior ficar sem água. Então a gente corre atrás e deixa o mínimo possível de pessoas sem água aqui”. O síndico relata a compra de mais 100 mil litros de água, aguardando a entrega.

Comerciantes também afetados

A falta d’água também afeta os comerciantes. Osvaldo Amaral, dono de um restaurante na Avenida Independência, relata que a água chega apenas às 22h e acaba pela manhã. Para manter o funcionamento do estabelecimento, ele compra 5 mil litros de água diariamente. A imprevisibilidade do fornecimento pela Saep, com horários de entrega incertos, prejudica a operação do restaurante: “Atrapalha tudo, né cara? Sem água a gente não tem uma previsão. Parte de produção, cozinha, atendimento, banheiro e aí fica inviável trabalhar. Fica inseguro, né?”.

Na zona leste, empresas de fornecimento de água com caminhões-pipa registram aumento de 50% na procura. Fábio Fortunato, empresário do setor, afirma que os pedidos quase triplicaram desde o dia 10 do mês, com a demanda concentrada em bares, residências e outros estabelecimentos. Com três caminhões fazendo três viagens diárias cada, a empresa atende apenas dois em cada cinco pedidos, distribuindo cerca de 200 mil litros de água por dia, principalmente para as regiões central, Alto da Boa Vista e Bolevar (região da Nove de Julho). Os preços variam entre R$ 380 e R$ 700. Mesmo com a adição de um caminhão, a empresa consegue atender apenas cerca de 20% da demanda.

A Saerp atribui o problema ao calor intenso, baixa umidade e consequente aumento do consumo, o que pode causar falta d’água temporária, especialmente em regiões mais altas. A secretaria afirma estar trabalhando para solucionar os problemas e monitorando a situação, além de pedir conscientização no consumo de água.

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