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Atraso de entregas e dificuldades em postagens são reflexos da greve dos Correios

Por causa da demora na entrega, usuários preferem ir aos Centros de Distribuição retirar encomendas
greve dos Correios
Por causa da demora na entrega, usuários preferem ir aos Centros de Distribuição retirar encomendas

Por causa da demora na entrega, usuários preferem ir aos Centros de Distribuição retirar encomendas

A greve dos Correios, iniciada em atrássto, tem causado atrasos significativos nas entregas de encomendas em diversas regiões do Brasil. O impacto afeta diretamente a população, que enfrenta dificuldades para receber e postar correspondências.

Atrasos e filas: o impacto na população

Devido à paralisação dos funcionários, o serviço postal está comprometido em todas as etapas: triagem, recebimento, distribuição e entrega. Em São Paulo, por exemplo, agências registram longas filas, com pessoas esperando mais de uma hora para postar ou retirar encomendas. Muitos consumidores relatam atrasos de até 15 dias, e alguns, inclusive, tiveram que se deslocar até as agências para buscar encomendas que deveriam ter sido entregues em domicílio, mesmo após o pagamento de frete.

Causas da greve: reivindicações trabalhistas e privatização

A greve é motivada por reivindicações dos trabalhadores, que buscam melhores condições de trabalho, especialmente após a pandemia de Covid-19. Os funcionários se opõem a um processo de privatização da empresa e reclamam de cortes de benefícios. Segundo a vice-presidente do sindicato, Fernanda Romano, a greve não visa aumento salarial, mas sim a recuperação de direitos perdidos. Apesar da empresa relatar baixa adesão à paralisação (menos de 18%), o sindicato estima que, em algumas regiões, a adesão chega a 90%, impactando todos os setores da operação.

Impasse entre Correios e trabalhadores

Enquanto os Correios divulgam números nacionais que apontam baixa adesão e afirmam realizar mutirões para minimizar os problemas, os trabalhadores relatam a gravidade da situação e a falta de resposta da empresa às suas demandas. A situação se torna ainda mais crítica considerando que a empresa registrou lucro superior a 600 milhões de reais no primeiro semestre do ano, o que torna inaceitável, segundo o sindicato, a postura da empresa em relação às reivindicações dos funcionários. A população, por sua vez, sofre com os impactos da paralisação, aguardando soluções para o impasse entre os Correios e seus trabalhadores.

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