Atraso em semáforos de Ribeirão Preto gera prejuízo e CPI foca em ex-secretário
A CPI dos Semáforos em Ribeirão Preto continua a gerar debates e convocações. O foco da investigação se desloca para a gestão anterior, com o ex-secretário de Obras, Pedro Pegoraro, sendo chamado a prestar esclarecimentos.
Entenda o Caso
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Semáforos, que investiga os atrasos na instalação de semáforos inteligentes em Ribeirão Preto, convidou o ex-secretário de Obras, Pedro Pegoraro, a depor. A decisão foi tomada após o atual secretário, Walter Telly, culpar a gestão anterior pelos entupimentos nos dutos dos corredores de ônibus, o que atrasou a instalação dos equipamentos. Pegoraro recebeu a notificação e informou que consultará seu advogado antes de decidir se comparecerá à CPI.
Acusações e Defesas
Walter Telly explicou que as obstruções nos dutos foram causadas por falhas na colocação de vedação e também por vandalismo e furtos. Ele mencionou que a empresa JZ Engenharia, responsável por algumas das obras, se recusou a realizar os reparos devido ao tempo decorrido desde a entrega. Isaac Antunes, presidente da CPI, acredita que a culpa recai sobre o ex-secretário Pegoraro, alegando falta de proatividade para resolver os problemas com a empresa.
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O Sistema Inteligente e os Atrasos
O sistema inteligente de semáforos foi contratado em 2022, com o objetivo de melhorar o fluxo de trânsito na cidade. O contrato, no valor de R$ 19,4 milhões, previa a instalação de 90 equipamentos até maio de 2025. No entanto, a atual gestão suspendeu algumas licitações, alegando outras prioridades. A prefeitura atrásra precisa investir recursos adicionais para desobstruir os dutos e substituir os danificados, com um custo estimado em mais de R$ 100 mil.
O imbróglio dos semáforos inteligentes levanta questões sobre a continuidade de projetos e a necessidade de soluções eficazes para minimizar os prejuízos aos cofres públicos e à população.