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Desafios dos carros elétricos no brasil: Atualmente vale a pena substituir carros à combustão por um elétrico?

Thiago Songa comenta o atual momento desses veículos que estão na moda, mas que ainda não são adaptados a realidade brasileira
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Thiago Songa comenta o atual momento desses veículos que estão na moda, mas que ainda não são adaptados a realidade brasileira

Thiago Songa comenta o atual momento desses veículos que estão na moda, mas que ainda não são adaptados a realidade brasileira

Os carros elétricos têm ganhado espaço nas ruas, mas ainda geram dúvidas sobre marcas, autonomia e infraestrutura de recarga. A Volkswagen, por exemplo, apresentou uma versão elétrica da tradicional Kombi, chamada ID.Buzz, que está disponível por meio de assinatura, sem venda direta ao consumidor. Durante um evento em Laranjal Paulista, várias pessoas puderam experimentar o veículo, que foi carregado em uma tomada residencial durante a noite, atingindo apenas 20% de carga.

Um dos principais desafios para a popularização dos carros elétricos é a infraestrutura de recarga. Muitos condomínios ainda não possuem autorização técnica para instalar estações, e os pontos públicos disponíveis são insuficientes para a demanda crescente. Além disso, o tempo de recarga em tomadas comuns é longo, o que limita o uso do veículo para viagens mais longas. Nos Estados Unidos, por exemplo, há poucos pontos de recarga em rotas importantes, o que levanta dúvidas sobre a expansão dessa rede no Brasil.

Outro ponto de preocupação é a durabilidade e o custo de substituição das baterias. Empresas oferecem garantias que variam entre seis e oito anos, mas o alto custo da reposição pode fazer com que os proprietários optem por vender o veículo antes do fim da garantia. A questão do descarte das baterias também é levantada, já que o impacto ambiental pode ser significativo se não houver um manejo adequado.

Historicamente, veículos elétricos não são uma novidade. No início do século XX, modelos elétricos competiam com carros a gasolina e a vapor. No Brasil, por exemplo, já existiam veículos elétricos em São Paulo em 1905, com estações de recarga para táxis elétricos. No entanto, as limitações das baterias da época e a praticidade do combustível fóssil levaram à predominância dos motores a combustão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a escassez de combustível levou ao uso do gasogênio, um sistema que convertia materiais sólidos em gás para alimentar motores a combustão. Na década de 1980, a fabricante brasileira Gurgel produziu cerca de 88 carros elétricos, mas o custo e a tecnologia das baterias ainda limitavam a adoção em massa.

Quanto aos veículos híbridos, como o Ford Fusion híbrido lançado no Brasil por volta de 2010, não há informações claras sobre a situação atual desses automóveis, se ainda utilizam o sistema híbrido ou se foram adaptados para funcionar apenas com gasolina.

O mercado de carros elétricos ainda enfrenta desafios técnicos e culturais. Muitos consumidores preferem manter seus veículos a combustão devido à facilidade de abastecimento e à falta de infraestrutura adequada para os elétricos. Por outro lado, a nova geração vê os carros elétricos como uma tendência alinhada à sustentabilidade e à tecnologia, embora muitos jovens prefiram usar serviços de transporte por aplicativo em vez de possuir um automóvel.

Pontos-chave:

  • A infraestrutura de recarga para veículos elétricos no Brasil é limitada, dificultando viagens longas e uso cotidiano.
  • O custo e a durabilidade das baterias são barreiras para a popularização dos carros elétricos.
  • Veículos elétricos têm história centenária, mas só recentemente voltaram a ganhar destaque no mercado.
  • Há incertezas sobre o futuro dos veículos híbridos e o descarte ambiental das baterias usadas.
Entenda melhor

O desenvolvimento dos carros elétricos depende não apenas da tecnologia das baterias, mas também da expansão da rede de recarga e da adaptação dos consumidores. A experiência mostra que, sem infraestrutura adequada, a adoção em massa pode ser comprometida. Além disso, o impacto ambiental do descarte das baterias é uma questão que precisa ser acompanhada de políticas específicas para garantir a sustentabilidade do setor.

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