Audiência avança em caso do empresário morto em Cravinhos e réu segue foragido
A primeira audiência sobre o assassinato do empresário Nelson Carrera Filho, de São Paulo, está ocorrendo hoje em Cravinhos. Seis pessoas respondem por envolvimento no crime, em um caso que atraiu grande atenção na região.
O Caso e o Principal Suspeito
Marlon Couto, o assassino confesso, é peça-chave para o esclarecimento do crime. Ele, inclusive, escreveu uma carta sobre a morte do empresário. No entanto, Marlon está foragido há seis meses. Durante a audiência, ele foi citado por edital, um chamado publicado no diário oficial para que comparecesse ao tribunal. A advogada Renata Medeiros, presente na audiência, informou que solicitou que ele fosse ouvido virtualmente, mas o pedido foi negado pelo juiz. Ela também afirmou desconhecer o paradeiro de seu cliente e se ele pretende se entregar.
Andamento da Audiência
A audiência de instrução é uma fase crucial, focada na coleta de provas e depoimentos de testemunhas. Participam o delegado responsável pelo caso, a esposa de Nelson Carrera e outras pessoas relevantes para a investigação. Até quinta-feira, a justiça ouvirá familiares de Marlon, Felipe Miranda (acusado de ocultar o corpo) e Tadeu Almeida, tido como sócio de Marlon e acusado de ajudar a enrolar o corpo de Nelson em uma lona.
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As Defesas e as Alegações
O advogado Joaquim Romão, defensor de Tadeu, afirma que provará a inocência de seu cliente, ressaltando que Tadeu colaborou com as investigações desde o início. A defesa dos pais e do irmão de Marlon segue a mesma linha, buscando demonstrar que não houve favorecimento pessoal, crime que ocorre quando alguém ajuda o autor de um crime a fugir da polícia. O advogado da família, Ricardo Rocha, argumenta que os pais de Marlon não tinham conhecimento de que Marcellas (envolvida no caso) estava sendo investigada, pois ela sequer havia prestado depoimento à justiça.
Marlon alega legítima defesa, afirmando que matou Nelson durante um desentendimento de negócios na empresa em Cravinhos. A polícia investiga se Tadeu, tido como sócio de Marlon, armou uma detetização na empresa para dispensar os funcionários e facilitar o crime. O corpo de Nelson teria sido levado para Miguelópolis e jogado no Rio Grande, mas nunca foi encontrado. Mesmo sem o corpo, os acusados podem responder por ocultação, desde que existam provas do crime.
Além deste caso, outras audiências importantes estão ocorrendo na região, como a da morte de Leandro Henrique Batista e a de Eleazer Fraga, acusado de atropelar e matar o ciclista Regis Antonilo.
O desenrolar dos fatos será acompanhado de perto para trazer novas informações.



