Proposta de investimento em 375 municípios é de R$ 328 milhões até 2026; Sabesp atende 19 cidades na região de Ribeirão Preto
Uma audiência sobre a privatização da Sabesp foi realizada ontem em Franca. A Assembleia Legislativa já constatou que, no novo modelo, a companhia de saneamento do Estado de São Paulo poderia ter participação majoritária de empresas privadas; a alteração, porém, ainda precisa ser debatida na Câmara Municipal de São Paulo. A capital responde por 44,5% do faturamento da Sabesp, que atende 19 cidades na região de Ribeirão Preto.
Audiência e argumentos
Durante a sessão foram apresentados números e promessas do processo de desestatização. A proposta prevê investimentos de 328 bilhões de reais em 375 municípios até 2060. Entre os argumentos a favor da privatização está a promessa de redução das tarifas de água e esgoto, hipótese defendida pela secretaria estadual do meio ambiente, infraestrutura e logística.
Fundo estatal e participação acionária
A secretária Natália Rezende explicou que o Estado está criando um fundo que terá, no mínimo, 30% do valor das ações que hoje pertencem ao governo — atualmente em 50,3%. “A gente vai reduzir nossa participação. Ao longo do tempo… vai continuar ali caindo dividendo, caindo lucro do estado no fundo, mais esse 30%”, disse Rezende, ressaltando que a lei prevê que as tarifas resultantes do modelo privado fiquem sempre abaixo do que seriam em um cenário de manutenção do controle estatal.
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Próximas etapas
Estão previstas mais três audiências públicas: em Presidente Prudente, em Lins, e uma última sessão em formato virtual. O tema deve permanecer em debate enquanto são avaliados os impactos financeiros e sociais da eventual mudança na gestão da Sabesp.



