Moradores e organizações civis marcaram presença; planejamento ainda não tem data para ser votado
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto realizou sua primeira audiência pública sobre o projeto de lei que visa aumentar o número de vereadores na cidade. A sessão, aberta ao público, contou com a presença de moradores, organizações civis e representantes da sociedade.
Discussões Acentuadas na Audiência
O projeto, que propõe elevar o número de vereadores de 22 para 27, gerou debates acalorados. O vereador André Rodinik, contrário ao aumento, presidiu a audiência. Apesar da participação de diversos vereadores que assinaram o projeto original – entre eles, Brando Veiga, Judete Zilli, Dudu Dalgo, Luiz França, Franco Ferro, Isaac Antunes, Gian Corauci, Matheus Moreno, Maurício Gasparini, Maurício Villabranches, Paulo Modas, Sérgio Zerbinato, Ramon Faustino e Delegado Neto (ex-suplente) – houve divergências significativas entre os parlamentares. Vereadores como Gian Corauci, apesar de ter assinado o projeto, declarou-se contra o aumento, alegando que o fez para avaliar a opinião pública.
Opinião Pública e Impacto Financeiro
A audiência pública revelou uma forte oposição da população ao aumento. A ACIRP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), por exemplo, realizou uma pesquisa online com mais de 3 mil participantes, dos quais 96% se manifestaram contrários ao aumento, citando o impacto financeiro como principal preocupação. O diretor jurídico da ACIRP, Igor Lupino, estima um custo adicional de aproximadamente 15 milhões de reais na próxima legislatura com as cinco vagas adicionais, incluindo assessores e outros gastos. Por outro lado, entidades como a União dos Movimentos de Moradia de Ribeirão Preto defendem o aumento, argumentando que ele traria maior representatividade para a população.
Leia também
Apesar dos debates acalorados e da manifestação pública, o projeto ainda não tem data para ser votado na Câmara Municipal. Sua aprovação requer 15 votos favoráveis em sessões extraordinárias. A decisão final sobre a proposta permanece incerta, podendo ser adiada para a próxima legislatura.



