Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Em alusão ao Dia Mundial de Combate às Drogas, Ribeirão Preto sedia uma audiência pública crucial para debater a saúde mental de pacientes e usuários de drogas na cidade. O encontro, que reúne especialistas, órgãos de saúde e segurança, integra um fórum permanente de discussões sobre o tema.
Desafios no Atendimento e Subutilização dos CAPS
A vereadora Glaucia Berenice, o chefe da divisão de planejamento do município, Bruno Cobra, representantes da Defensoria Pública e membros do Conselho Regional de Psicologia participam da mesa redonda. O principal objetivo é traçar metas para aprimorar a saúde mental no município, com base em dados divulgados pela prefeitura. A questão central é como a saúde mental pode auxiliar no combate e tratamento aos usuários de drogas.
Atualmente, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), departamentos especializados no atendimento a pessoas com problemas, são considerados subutilizados. A alegação é que alguns usuários que poderiam ser direcionados a outras áreas acabam permanecendo nos CAPS sem passar por uma triagem adequada, o que prejudica o tratamento individualizado.
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Investimentos e Expansão da Rede de Apoio
Ribeirão Preto conta atualmente com 45 unidades de apoio na atenção básica e planeja implantar mais sete. Além disso, existem 30 equipes de atendimento à família, com planos de expansão para 40 equipes até 2017. Uma carência identificada é a ausência de um núcleo de apoio especializado às famílias de pessoas com problemas mentais, o que impacta a qualidade do serviço oferecido. A prefeitura pretende implantar três núcleos de atendimento familiar especializado até 2016.
No atendimento especializado, a cidade conta com 400 leitos psicossociais. A audiência pública, aberta à população, reúne profissionais de saúde, membros da mídia, psicólogos e familiares de pessoas com necessidades especiais, com o objetivo de definir métodos para aprimorar o atendimento no município.
Cadastro de Unidades Terapêuticas e o Cartão Recomeço
Bruno Cobra, chefe da divisão de planejamento de Ribeirão Preto, aborda a questão do cadastramento de unidades terapêuticas para pessoas que recebem o “Cartão Recomeço”. Segundo ele, existem duas unidades na cidade, mas nenhuma com vagas disponíveis para atender essa população, o que representa um obstáculo significativo.
A iniciativa busca promover melhorias no suporte à saúde mental e no tratamento de dependentes químicos na região.



