Audiência questiona permuta do Marista e vereadores pedem retirada do projeto da Prefeitura
A política local de Ribeirão Preto está em foco devido a uma proposta de permuta entre a prefeitura e o Colégio Marista. A mudança do centro administrativo para o prédio do Marista, em troca de um terreno na zona sul, gerou debates acalorados e questionamentos sobre a viabilidade e os benefícios da transação.
Audiência Pública e Questionamentos
Uma audiência pública realizada na Câmara Municipal reuniu vereadores, especialistas e a população para discutir a proposta. A ausência de representantes da prefeitura e do Marista na audiência foi notada, mas o debate seguiu com foco nas possíveis fragilidades do projeto. Vereadores como Pella Miller (PT) destacaram a importância de preservar o interesse público e questionaram a validade dos laudos de avaliação que acompanham o projeto de lei complementar.
Críticas e Contrapontos
O vereador Daniel Gobbi (Progressistas), com experiência no mercado imobiliário, contestou a alegação de que a mudança não geraria custos adicionais, prevendo gastos significativos com adaptações no prédio histórico do Marista. O engenheiro civil Charles Gomes de França apresentou um relatório apontando inconsistências nos laudos apresentados pela prefeitura, questionando a composição da amostra e a origem dos valores dos imóveis. O arquiteto e urbanista Silvio Contarte chamou a atenção para o potencial do terreno que a prefeitura pretende ceder ao Marista, sugerindo que a permuta poderia não ser o melhor uso para a área.
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Reações e Próximos Passos
A OAB de Ribeirão Preto acompanhou a audiência, ressaltando a importância de espaços públicos para discussões de interesse social. A prefeitura, em nota, defendeu o projeto, afirmando que ele contém todos os motivos detalhados e é acompanhado de avaliação técnica. A administração municipal também firmou convênio com o CRECISP para uma nova análise. Com o prazo para votação do projeto se aproximando, os vereadores ponderam sobre os riscos e benefícios da proposta, buscando garantir a transparência e o melhor interesse para a cidade.
O debate permanece aberto, com a necessidade de análise cuidadosa dos custos, benefícios e implicações da permuta para o futuro de Ribeirão Preto.