Dois policiais e duas testemunhas falaram nesta quinta; vídeo mostrando momento do atropelamento é exibido no Fórum de Ribeirão
As primeiras audiências sobre o caso de Marcos Delefrate, o estudante de 18 anos que faleceu após ser atropelado durante as manifestações de 2013, foram concluídas recentemente pela justiça de Ribeirão Preto. O interrogatório do réu, Alexandro Xzato, inicialmente agendado, foi adiado para setembro.
Depoimentos Chave e o Vídeo Incriminador
Durante a audiência, dois policiais e dois participantes da manifestação prestaram depoimento. Um vídeo apresentado pela advogada da família Delefrate mostra o momento em que o empresário acelera o carro em direção aos manifestantes. Michelle Lino, advogada de acusação, destacou que a acompanhante de Xzato no veículo alegou ter tentado engatar a marcha ré para que ele recuasse, mas o empresário teria acelerado.
Contradições e a Defesa
A defesa de Xzato, liderada pelo advogado Wagner Severino Simões, levantou a hipótese de que a mulher também poderia ter acelerado o veículo, que seria automático. Simões também sugeriu que o término do relacionamento entre a mulher e Xzato poderia ter influenciado seu depoimento. O promotor Marco Stúlio Nicolino contestou essa versão, afirmando que há contradições e que não acredita na versão apresentada pela defesa.
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Legítima Defesa e o Júri Popular
A defesa de Xzato mantém a alegação de que ele agiu em legítima defesa, sentindo-se acuado pelos manifestantes. O advogado Simões acredita que somente um júri popular, com “consciência de justiça e não de lei”, poderá considerar Xzato inocente. A terceira audiência foi cancelada após a defesa dispensar depoimentos de testemunhas. Outras testemunhas prestarão depoimento por carta precatória antes do interrogatório do réu.
O processo segue em andamento, com a expectativa de que os próximos depoimentos e o interrogatório do réu ajudem a esclarecer os fatos e a determinar a responsabilidade pelo trágico evento.



