Durante a conversa, filha do presidente da Câmara de Ribeirão Preto, Gislaine Gomes reclama do salário para o pai
A Polícia Federal divulgou novas transcrições de escutas telefônicas que detalham um esquema de corrupção em Ribeirão Preto. As conversas revelam a atuação do então presidente afastado da Câmara, Walter Gomes, em nomeações e ajustes salariais.
Indicação e Salários
Em conversa com Marco Antônio dos Santos, superintendente da Coderpe, em 16 de junho, Walter Gomes demonstra irritação com o secretário da Educação, Ângelo Inverniz Lopes, por veto a uma indicação sua. O secretário defende a contratação mesmo sem a qualificação exigida, e Marco Antônio sugere recolocação da indicada em outro cargo. Em 7 de julho, Gomes reclama com o vereador Capela Novas sobre salários de indicados: o combinado era R$ 1.900, mas estavam recebendo R$ 1.200, solicitando intervenção de Capela Novas junto a Marco Antônio.
Pressões por Aumento Salarial
Marcelo Plastino, em conversa com Paulo Roberto, gerente da Atmosfera, em 7 de julho, relata a necessidade de aumento salarial para os indicados por Walter Gomes. Paulo Roberto afirma já ter solicitado a alteração dos valores. A filha de Walter Gomes, Gislaine, também teve seu emprego como monitora em uma escola municipal garantido pela Atmosfera, empresa suspeita de receber indicações de vereadores em troca de vantagens.
Leia também
Salários e Reações
Gislaine reclama do salário de R$ 1.600 (R$ 1.550 após descontos), enquanto seu pai argumenta que ela recebe R$ 3.000 sem trabalhar e que 3.000 pessoas desejam a vaga. A jovem contrapõe que atrásra terá que trabalhar o dia inteiro por R$ 1.500, questionando a diferença salarial. As transcrições foram obtidas pela Polícia Federal e pelo Gaeco. Vale lembrar que Gislaine Cresmara de Oliveira foi presa em 2013 por suspeita de roubo a um posto de combustível.
As informações são da IPTv e foram repassadas por Eloisa Zarú para a CBN Ribeirão.



