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Áudios revelam Dárcy e Capelas negociando afastamento de Viviane Alexandre

Ex-Secretário da Casa Civil e de Esportes, Layr Luchesi Jr, que está preso, também participa da conversa
Dárcy e Capelas
Ex-Secretário da Casa Civil e de Esportes, Layr Luchesi Jr, que está preso, também participa da conversa

Ex-Secretário da Casa Civil e de Esportes, Layr Luchesi Jr, que está preso, também participa da conversa

Em junho deste ano, uma conversa telefônica entre a prefeita Darci Vera e o vereador Capela Novas veio à tona, revelando articulações políticas em Ribeirão Preto. O diálogo, gravado com autorização judicial pela Polícia Federal, sugere um possível apoio da prefeita à base aliada na Câmara Municipal em meio a um processo de possível cassação de uma vereadora.

A Conversa Reveladora

No início da ligação, Darci Vera solicita atenção exclusiva de Capela Novas. Em seguida, a conversa se volta para a situação da vereadora Viviane Alexandre, que enfrentava um pedido de cassação. Darci Vera demonstra apoio à base aliada, mencionando a possibilidade de Zezinho, suplente, assumir o cargo caso Viviane fosse cassada. A prefeita ressalta que Zezinho seria um aliado confiável, fortalecendo a base de apoio do vereador Capela Novas na Câmara.

Articulações e Nomes Envolvidos

A conversa prossegue com a menção de outros nomes, como o do Dr. Edmillson, também suplente, e do deputado federal Arnaldo Jardim, do partido de Viviane Alexandre na época. Darci Vera sugere que Arnaldo Jardim poderia ser um aliado nesse cenário. A prefeita enfatiza que, em caso de cassação, a vaga pertenceria ao partido de Viviane, o PPS, e não ao PSC, garantindo a ascensão de Zezinho. Ao final da conversa, Darci pede discrição a Capela Novas e passa o telefone para Luquese Junior, que detalha os trâmites ao vereador.

O Desfecho e as Implicações

Apesar das articulações reveladas na gravação, o Conselho de Ética da Câmara de Ribeirão Preto decidiu, por unanimidade, arquivar a representação contra a vereadora Viviane Alexandre. Os vereadores Valdir Vilela, Saulo Rodrigues, Maurílio Romano, Rodrigo Simões e Beto Cangussu, membros da comissão, não encontraram indícios de vantagem política na ação. Darci Vera e Capela Novas, por meio de sua advogada, informaram que não se pronunciariam sobre o caso, aguardando o desenrolar do processo na justiça. A assessoria de Viviane Alexandre também se absteve de comentar, alegando não ter acesso ao conteúdo divulgado pelo Ministério Público.

O caso levanta questões sobre as dinâmicas políticas em Ribeirão Preto e a influência de articulações nos bastidores nas decisões do legislativo municipal.

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