Tempo seco e as altas temperaturas facilitam as queimadas; especialista fala das campanhas de combate
Morro Agudo, município paulista, enfrenta grave problema com queimadas, preocupando produtores rurais. A cidade lidera o ranking estadual em focos de incêndio, exigindo vigilância constante das plantações.
Vigilância constante e prejuízos contínuos
De janeiro a junho, 24 grandes incêndios foram registrados. Produtores como Roberto Figueiredo utilizam estações meteorológicas e comunicação via rádio para monitorar plantações 24 horas por dia. Sem corpo de bombeiros local, os agricultores se organizam, posicionando caminhões-pipa estrategicamente e mantendo comunicação constante para resposta rápida a focos de incêndio. Luiz Fernando Ribeiro destaca a importância da vigilância contínua, percorrendo até 60 km diariamente para monitorar as áreas. Claudinei Jacinto da Cruz relata ter passado até 10 horas combatendo um incêndio.
Ações coletivas e prejuízos a longo prazo
O sindicato rural de Morro Agudo criou um grupo com mais de 200 pessoas para compartilhar informações em tempo real. Os prejuízos, porém, vão além do incêndio imediato; a cana queimada no ano anterior, por exemplo, apresenta baixa produtividade no ano seguinte, impactando a renda do produtor. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo intensifica campanhas de prevenção, distribuindo cartilhas e oferecendo orientações.
Leia também
Prevenção e apoio governamental
Carlos Henrique de Paula e Silva, diretor do Escritório de Desenvolvimento Rural de Ribeirão Preto, ligado à Secretaria da Agricultura, destaca a importância da prevenção, alertando sobre os riscos de bitucas de cigarro, lixo próximo às rodovias e a necessidade de combater focos de incêndio rapidamente. A secretaria acompanha os registros, intensificando ações em agosto e setembro, meses de maior incidência devido ao vento. Após os incêndios, a secretaria oferece assistência técnica para recuperação da fertilidade do solo e orienta os produtores sobre a prevenção da erosão. A criação de brigadas de incêndio e o uso da tecnologia, como grupos de WhatsApp, são cruciais para o combate rápido e eficaz aos incêndios, minimizando os danos à produção agrícola e à saúde da população.



