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Aumenta a violência contra os homossexuais no Brasil

Em 50 anos, mais de 8 mil pessoas morreram vítimas de preconceito no país; hoje é celebrado o dia contra a homofobia
violência contra homossexuais
Em 50 anos, mais de 8 mil pessoas morreram vítimas de preconceito no país; hoje é celebrado o dia contra a homofobia

Em 50 anos, mais de 8 mil pessoas morreram vítimas de preconceito no país; hoje é celebrado o dia contra a homofobia

Os dados sobre violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil são alarmantes. Entre 2011 e 2018, cerca de 4 mil pessoas foram assassinadas por causa de sua orientação sexual, segundo pesquisa encomendada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Mais de 16 mil sofreram agressões nesse mesmo período, e somente em 2023 foram registradas 667 denúncias pelo Disque 100.

Números Subnotificados e a Necessidade de Proteção

Para a advogada especialista em direitos humanos Maria Eugênio Augustione, esses números são provavelmente subnotificados, já que muitas vítimas não registram as agressões sofridas. Ela destaca a importância de ações que promovam uma melhor qualidade de vida e respeito à existência da população LGBTQIA+. A violência, segundo ela, só diminuirá com incentivos à proteção desse grupo, incluindo a aplicação mais efetiva de medidas judiciais e o respeito aos seus direitos.

Casos de Homofobia em Escolas Estaduais

Em Ribeirão Preto, dois casos de homofobia em escolas estaduais chegaram ao Ministério Público. Em uma escola, um professor se recusou a usar o nome social de uma aluna transexual. Em outra, duas alunas foram suspensas por andarem de mãos dadas. O presidente da ONG Arco-Íris, Fábio de Jesus, destaca a existência de uma normativa da Secretaria da Educação que orienta o uso do nome social, normativa essa que parece não ser aplicada igualmente a todos os alunos.

Ações para o Futuro

Uma reunião entre entidades LGBTQIA+ e a diretoria regional de ensino de Ribeirão Preto está prevista para discutir a capacitação de profissionais da educação sobre o tema, garantindo o direito dos alunos LGBTQIA+ nas escolas e conscientizando professores e diretores sobre as leis e normativas que protegem essa população. A falta de capacitação e conhecimento sobre as leis existentes contribui para a manutenção e aumento dos índices de violência.

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