Crescimento no registro de queimadas está relacionado com a fuga dos animais de áreas verdes
Quase 170 mil animais silvestres foram atropelados em rodovias brasileiras em 2023, uma média de 15 atropelamentos por segundo. São Paulo lidera o ranking.
Destruição de Habitats e Aumento de Encontros
A perda de habitat natural, agravada pela estiagem prolongada e queimadas, força animais a se aproximarem de áreas urbanas e rodovias em busca de refúgio. Espécies como o tamanduá são especialmente afetadas, migrando em busca de segurança quando seu habitat é destruído pelo fogo.
Consequências Devastadoras e Ações de Conservação
A situação é dramática: três jaguatiricas machos do Bosque de Ibirapitanga chegaram órfãos, suas mães vítimas de atropelamentos. Criados em cativeiro, não podem retornar à natureza por perderem o medo de humanos, o que os torna vulneráveis. Aplicativos como o Sistema Urubu permitem o registro de atropelamentos, auxiliando governos e concessionárias a implementarem medidas de redução de acidentes. A construção de ecodutos, túneis que permitem a passagem segura de animais sob as rodovias, é crucial.
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Prevenção e Ações Imediatas
Apesar de campanhas de prevenção, o número de incêndios permanece alto, com 1.535 ocorrências registradas em uma região no ano passado. Incêndios próximos a rodovias reduzem a visibilidade, aumentando o risco de acidentes. Ações imediatas por parte das concessionárias, como a construção de ecodutos e a implementação de medidas de segurança, são necessárias para reduzir o número de atropelamentos e proteger a fauna. Encontrar um animal ferido? Ligue para os bombeiros ou a Polícia Ambiental.



