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Aumenta o número de adolescentes grávidas menores de 14 anos em Ribeirão

Em 18 anos, dados cresceram 5%; já o número de adolescentes grávidas acima de 14 anos reduziu 39% nas últimas duas décadas
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Em 18 anos, dados cresceram 5%; já o número de adolescentes grávidas acima de 14 anos reduziu 39% nas últimas duas décadas

Em 18 anos, dados cresceram 5%; já o número de adolescentes grávidas acima de 14 anos reduziu 39% nas últimas duas décadas

Queda na gravidez na adolescência em Ribeirão Preto

Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam uma redução de 39% nos casos de gravidez na adolescência em Ribeirão Preto nos últimos 20 anos. Em todo o estado de São Paulo, a queda foi ainda maior, chegando a 50%. Apesar do número geral positivo, um dado preocupante chama a atenção: o aumento de 5% nos casos de meninas menores de 14 anos que engravidaram e tiveram filhos entre 1998 e 2016.

Riscos da gravidez precoce

A gravidez na adolescência apresenta riscos significativos para a saúde da mãe e do bebê. De acordo com a professora Rosana Reis, coordenadora do Ambulatório de Ginecologia da Infância e Adolescência do HC, cerca de 30% das adolescentes que engravidam repetem a experiência antes dos 20 anos. Além disso, a gravidez precoce impacta negativamente a educação e as oportunidades de trabalho, contribuindo para um ciclo de pobreza. As gestantes adolescentes têm maior probabilidade de sofrer complicações como parto prematuro, baixo peso do recém-nascido, anemia, aborto espontâneo e pré-eclâmpsia. A mortalidade infantil também é significativamente maior em filhos de mães adolescentes, especialmente naquelas com menos de 14 anos, chegando a ser 13 vezes maior do que em mulheres adultas.

A necessidade de uma nova abordagem educacional

Para o sociólogo Vlaume Sousa, a solução para reduzir a gravidez na adolescência passa por uma mudança na educação. Ele defende um projeto educativo que respeite a divindade da mulher, seu corpo e seus direitos reprodutivos, rompendo com posturas conservadoras que negam a realidade. A reportagem tentou contato com a prefeitura de Ribeirão Preto para comentar sobre as políticas públicas de educação sexual, mas não obteve retorno.

Em resumo, embora haja uma diminuição geral na gravidez na adolescência em Ribeirão Preto, o aumento de casos em meninas muito jovens e os riscos associados à gravidez precoce exigem atenção imediata. Uma abordagem educacional abrangente e respeitosa é fundamental para enfrentar esse desafio.

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