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Aumenta o número de ataques de abelhas em Ribeirão Preto

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Ataques de abelhas
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O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um inquérito para definir a responsabilidade pelo recolhimento de colmeias de abelhas africanizadas instaladas em áreas urbanas de Ribeirão Preto. A crescente incidência desses incidentes tem gerado preocupação entre os moradores e autoridades locais.

Aumento das Ocorrências e Busca por Soluções

Segundo Daniel Gobi, Secretário de Meio Ambiente de Ribeirão Preto, o Corpo de Bombeiros tem registrado um aumento significativo nos chamados relacionados a abelhas em áreas urbanas. A prefeitura, reconhecendo que o manejo desses insetos não é de sua competência, buscou orientação do estado, que alegou não possuir recursos humanos para realizar o serviço.

Diante desse impasse, a Secretaria de Meio Ambiente recorreu ao Ministério Público para mediar a situação e buscar a colaboração de apicultores locais. O objetivo é encontrar uma solução sustentável para o problema, considerando os riscos associados às abelhas africanizadas.

Competências e Desafios

De acordo com a Instrução Normativa nº 141/2006 do Ibama, o manejo de insetos com risco iminente é de responsabilidade da defesa civil. No entanto, a complexidade do problema em Ribeirão Preto exige uma abordagem mais abrangente, envolvendo diferentes órgãos e a comunidade.

A Secretaria de Meio Ambiente busca fomentar a criação de uma nova cadeia produtiva de mel na cidade, incentivando apicultores locais a realizar o manejo das abelhas de forma segura e controlada. A iniciativa visa transformar um problema em oportunidade, gerando renda e protegendo a população.

Monocultura e a Presença Urbana das Abelhas

A monocultura da cana-de-açúcar é apontada como um dos fatores que contribuem para a presença das abelhas em áreas urbanas, em busca de fontes de açúcar. A abundância de praças, parques e residências com resíduos açucarados atrai os insetos, aumentando o risco de incidentes.

Enquanto aguarda a designação de um novo promotor para dar seguimento ao caso, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros em situações de risco iminente. A corporação, embora não possua equipamentos específicos para o manejo de colmeias, está preparada para espantar os insetos em casos de emergência.

A articulação entre órgãos públicos e apicultores representa uma alternativa promissora para lidar com a questão das abelhas africanizadas em Ribeirão Preto. A expectativa é que, com a colaboração de todos os envolvidos, seja possível encontrar uma solução eficaz e sustentável para o problema.

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