De 2016 para 2017, ocorrências deste tipo cresceram 40%; foram mais de 1200 registros
O número de golpes contra idosos cresceu 40% entre 2016 e 2022, passando de 947 para 1222 denúncias registradas. A crescente preocupação com a segurança financeira levou muitos idosos a redobrarem a atenção em situações que envolvam dinheiro.
Golpes do INSS: a isca perfeita
Um dos golpes mais comuns envolve criminosos que se passam por agentes do INSS, alegando revisão de cálculos ou precatórios a receber. Para dar credibilidade à farsa, os golpistas pedem o depósito de taxas e informações pessoais das vítimas. O aposentado Cláudio Rodrigues Ferreira, por exemplo, quase caiu em um golpe desse tipo, ao ser informado de um valor de R$ 6 mil a receber, mas com a condição de antecipar um pagamento de R$ 1.500. A suspeita o fez desistir da transação, evitando o prejuízo.
Modus operandi e prevenção
O INSS alerta que os criminosos costumam telefonar para segurados e aposentados, se identificando como integrantes do Conselho Nacional de Previdência. Eles informam sobre supostos valores atrasados e induzem a vítima a entrar em contato por um telefone fornecido por eles. Ao ligar, os dados pessoais são coletados e uma tarifa é exigida para a liberação do dinheiro, que, na realidade, não existe. A advogada Patrícia Zany reforça a importância de não fornecer dados pessoais por telefone e recomenda procurar uma agência do INSS em caso de dúvidas. A Previdência Social lembra que não solicita dados pessoais por telefone ou e-mail e que seus serviços são gratuitos. Em caso de suspeita, o número 135 deve ser contatado para agendar uma visita em uma agência, e a ocorrência deve ser registrada na polícia.
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Como se proteger
A cautela é fundamental. Idosos relatam estratégias para se proteger, como sacar dinheiro discretamente e observar o entorno antes de deixar o banco. A prevenção, aliada à denúncia de casos suspeitos, é crucial para combater esse tipo de crime e proteger os mais vulneráveis.



